O que traz felicidade para você?

Grande parte da população já compartilha a noção de que, uma vez satisfeitas as necessidades básicas, a busca da felicidade implica em tomar o caminho da sustentabilidade e não o do consumismo

Crédito da foto: Caroline Hernandez, William Stitt e Lotte Meijer/Creative Commons

 

Nos anos 70, o Butão, pequeno país asiático, criou a métrica da Felicidade Interna Bruta (FIB) para avaliar o desenvolvimento da nação. Qualidade de vida, preservação do meio ambiente e vitalidade comunitária são consideradas nesse índice, que prioriza o bem-estar humano em relação ao sucesso financeiro.

Em 2012, em reunião das Nações Unidas, a FIB entrou em pauta e serviu de inspiração para criar o Dia Internacional da Felicidade, para ser celebrado no dia 20 de março. A ONU pretende assim chamar atenção para a relevância da felicidade e do bem-estar como metas universais e inspirações para políticas públicas em todo o mundo.

Mas o que é felicidade? Na pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar (http://bit.ly/Pesquisa2012), o Instituto Akatu também perguntou a vários consumidores o que eles consideram ser felicidade. A resposta, para dois terços dos entrevistados, foi estar saudável e/ou ter sua família saudável. Conviver bem com a família e os amigos também foi apontado com fator de felicidade para 60% do público que respondeu à pesquisa. Apenas três em cada 10 brasileiros indicaram a tranquilidade financeira em suas respostas.

Esses números mostram que grande parte da sociedade brasileira já compartilha a noção de que, uma vez satisfeitas as necessidades básicas, a busca da felicidade implica em tomar o caminho da sustentabilidade e não o do consumismo.

Por mais que a atual sociedade em que vivemos nos faça acreditar, por meio das propagandas e outras ferramentas, que somos felizes na medida em que compramos, o consumo exagerado traz altos custos sociais e ambientais. Hoje, a humanidade já consome 60% mais recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar. Isso acontece quando apenas 12% da população mundial, que vive na América do Norte e Europa Ocidental, representam 60% do consumo, enquanto os 33% que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana representam somente 3,2%  do consumo mundial, segundo a Worldwatch Institute.

Se todo o mundo consumisse como os habitantes mais ricos como a população de países desenvolvidos, como Estados Unidos, Austrália e Emirados Árabes, por exemplo, seriam necessários cerca de cinco planetas para suprir esse consumo. Isso significa excessos no uso de água, energia e nas produções agrícola e industrial; poluição de solo, ar e água; lixo, óleos diversos, esgotos domésticos e industriais jogados em mares, rios e oceanos. Mais: o excesso no consumo gera montanhas de computadores, teclados, monitores, telefones celulares, pilhas e baterias descartados.

Consumir é preciso, pois não há vida sem consumo. Mas é necessário consumir de uma forma diferente, de uma maneira mais consciente buscando melhores impactos, incluindo aqueles sobre nós mesmos. Um desses caminhos é o das experiências que valorizem as emoções, que trará uma satisfação mais durável do que o consumo de bens, dos quais deriva uma satisfação apenas momentânea. Experiências rendem lembranças e laços que duram por toda a vida. Se isso parece óbvio, é porque provavelmente você, leitor, já andou um bom caminho na direção de um estilo de vida mais sustentável e de um consumo mais consciente.

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