Varejistas apostam no consumo consciente para gerar comércio sustentável

Comerciantes incentivam práticas mais responsáveis nos atos de compra em suas comunidades para reforçar consciência e movimento

Peças teatrais que abordam o controle do orçamento familiar, ensaios fotográficos que registram os impactos negativos do consumo no meio ambiente e visitas aos varejistas da cidade. Estas são algumas das atividades aplicadas a cerca de 700 alunos da Escola Municipal André Tosello, localizada na região de Ouro Verde, município de Campinas, em São Paulo. O objetivo é ensiná-los a consumir de forma consciente e a conservar o meio em que vivem.

“Eu fotografei o lixo jogado nas ruas e bueiros entupidos para ajudar as pessoas a pensarem na destruição da natureza”, conta um dos participantes da oficina de fotografia, Jonathan Silva dos Santos, 11 anos.

O estudante também aprendeu algumas práticas de consumo consciente e não parou por ai. “Depois que eu fiquei insistindo, lá em casa, todos reduzimos o tempo que gastamos no banho e a conta baixou de R$ 20,00 para R$ 16,00”, festeja o rapaz.

A iniciativa de educação para o consumo consciente e sustentabilidade é parte do projeto Conexão Social, desenvolvido pelo Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região (Sindivaregista) em parceria com escolas públicas locais.

“Nossa intenção é ensinar que consumindo de forma mais sustentável é possível economizar e gastar com outras coisas que gostamos” explica Sanae Murayama Saito, presidente do Sindivarejista de Campinas e região.

“Por outro lado, observamos que uma das causas que provoca o endividamento das famílias são os gastos muitas vezes desnecessários com os filhos. Por isso, acreditamos que as crianças são o nosso foco se quisermos ter uma vida mais sustentável”, afirma Saito.

Além de educar a comunidade a adotar práticas de consumo mais sustentáveis, o projeto conta também com um registro em vídeo da memória do comércio local.

“Estamos gravando um documentário que mostra aos moradores a importância de consumir localmente. Eles precisam perceber que Ouro Verde, como qualquer outro lugar, precisa de uma conexão forte os comerciantes e os consumidores para fortalecer o desenvolvimento da comunidade”, explica Saito.

O filme será finalizado no final do mês e fará parte de uma exposição agendada para o dia 11 de agosto no terminal de ônibus do Ouro Verde. Além do documentário, a mostra conta com fotografias feitas pelos alunos.

Entre os comerciantes participantes do projeto está Cleonice Cordeiro Teixeira, proprietária da Cléo Modas, que chegou ao bairro Jardim Aeroporto em 1973. “As ruas eram todas de terra, eu mesma ajudei a cavar o poço d’água da minha casa. Comecei vendendo nos fundos, logo precisei abrir firma e hoje tenho muito orgulho da minha loja e de tudo que construí,” ressalta.

“O mais interessante dentro do projeto é a multiplicação do que ensinamos as crianças. Elas levaram para casa os conceitos que aprenderam na escola, sugerindo aos familiares e amigos atividades e práticas do consumo consciente. A gente percebe isso pelos relatos deles e dos próprios pais”, conclui Edna Borges, uma das coordenadoras do projeto.

Segundo Borges, o projeto já foi apresentado a outra escola da região e deve ser implementado no início do próximo semestre letivo. Na Escola Municipal André Tosello, as atividades se estendem até o final de 2010.

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