Uso e descarte de baterias de celular exigem cuidados especiais

Consertar qualquer produto é sempre uma boa alternativa antes de comprar um novo

As baterias de celulares mais comuns são feitas de níquel-cádmio (NiCd), níquel-metal hidreto (NiMh) e de íons de lítio (Li-Íon). As primeiras estão sendo abolidas pelas empresas, por sua menor durabilidade e alta toxicidade do cádmio. As de melhor custo-benefício são as de íons de lítio, segundo os fabricantes. Entretanto, mesmo elas estão sujeitas a problemas e o proprietário pode, usando-as de forma correta, reduzir a necessidade de troca e evitar a entrada dessas baterias no ciclo do lixo.

A primeira recomendação das empresas é que se utilize o celular, as baterias e os  carregadores conforme indicado pelos fabricantes e que se evite a compra de produtos falsificados, adquirindo-os em revendas autorizadas. O descarte também exige atenção especial. Geralmente, as lojas de celulares funcionam como pontos de coleta de baterias, de onde são destinados às empresas que promovem a reutilização ou reciclagem dos materiais. Assim, evita-se que os metais tóxicos contidos nas baterias (principalmente as de Níquel-Cádmio) sejam depositados em lixões e contaminem o meio ambiente.

Falsificação

Algumas baterias falsas são facilmente identificáveis, como quando são vendidas fora da embalagem, apresentam defeitos na etiqueta, como erros de digitação e, principalmente, quando estão com preços abaixo da média de mercado. Os preços mais baixos podem indicar que a bateria não tem os principais recursos de segurança que as originais possuem.

Outra recomendação é que o consumidor busque uma assistência técnica autorizada quando notar algum problema em sua bateria. Consertar qualquer produto é sempre uma boa medida, pois economiza recursos naturais e a energia que seria gasta no processo de reciclagem. Além disso, a reutilização evita a geração de lixo quando se joga o produto fora.

Repensar

Uma alternativa é repensar os hábitos de consumo, antes mesmo de buscar a reutilização ou a reciclagem de um produto. Paulo Diaz, educador ambiental do programa USP Recicla, lembra que o uso do celular pode ser reduzido, bem como o consumo de energia da bateria. Por exemplo, não há necessidade de o celular ficar ligado durante à noite, enquanto a pessoa dorme. “Quando estou em casa, eu desligo. As pessoas me ligam no telefone fixo”.

Ele lembra de colegas suas que nem têm o celular e se comunicam normalmente. É o caso de Patrícia Silva Leme, bióloga e educadora ambiental do USP Recicla em São Carlos. Patrícia evita o uso do celular, segundo ela mesma, pela preocupação ambiental, lembrando que é necessário reflexão sobre alguns hábitos de consumo, pelo impacto negativo que podem causar. “Eu tenho telefone em casa e no trabalho, consigo me comunicar bem”.

Patrícia nunca teve celular, com exceção da época em que ganhou um celular da irmã, há dois anos. Não durou três meses, conta ela, que ficou incomodada com a necessidade de carregar com créditos e a “perda da privacidade”. “Depois, passei a me questionar da necessidade de ter novas tecnologias freqüentemente”.

“As pessoas às vezes se queixam de estarem endividadas, mas continuam mantendo celular para os filhos. Uma coisa que era pra facilitar acaba virando necessidade”, afirma.

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