Um planeta é pouco

Se todos os habitantes do mundo consumissem como os americanos uma Terra só não bastaria

Klaus Töpfer, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, fez um alerta sobre o tão festejado crescimento econômico chinês: ele é ambientalmente insustentável. Se a China colocar em prática seus planos de desenvolvimento e se os 1,3 bilhões de chineses adquirirem hábitos de consumo ocidentais, não haverá, no planeta, recursos suficientes para fabricar tantos produtos.

Segundo Töpfer, que expôs essa preocupação durante uma palestra em Sydney, na Austrália, é impossível prever as conseqüências para o mundo caso os chineses passem a consumir tanto quanto alemães, franceses ou americanos. O alerta, além de questionar os padrões de consumo atuais, nos coloca diante de uma dúvida incômoda: afinal, quem tem de mudar seus hábitos?

Se todos os habitantes do mundo consumissem como os americanos e europeus, uma Terra só não bastava — a quantidade de recursos naturais necessária seria equivalente a quatro planetas. Mas é injusto jogar sobre os ombros de países em desenvolvimento, como a China e o próprio Brasil, o peso de ser responsáveis pela sobrevivência do planeta, impedindo que sua população tenha acesso a um mínimo de bens materiais.

Antes de exigir que os chineses reflitam sobre seus novos hábitos de consumo, seria mais justo pedir aos países ricos que reavaliassem seus próprios padrões. Isso, porém, é uma utopia. A única certeza é a de que se todos os chineses puderem — e quiserem — ir às compras, o Ocidente rico vai ter de baixar seu patamar de consumo.

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