Tráfego de São Paulo pode diminuir vida útil dos veículos em um terço

Motoristas urbanos sofrem conseqüências do chamado uso severo, que desgasta o veículo, desperdiça combustível e polui a atmosfera

Comentário Akatu: O uso desnecessário de automóveis causa imenso decréscimo na qualidade de vida, especialmente em cidades grandes. Além da poluição atmosférica, que aumenta as temperaturas do planeta, há a poluição sonora e o desperdício de tempo graças aos congestionamentos, que causam estresse e aumentam a chance de acontecerem acidentes ou brigas no trânsito. Seja um consumidor consciente e priorize o transporte público, bicicleta ou caminhada.

A expressão “uso severo” diz respeito às duras condições que veículos enfrentam em estradas de terra e em ambientes com obstáculos naturais (subidas íngremes, pedregulhos, declividades acentuadas etc.). Mas o motorista que transita só nas grandes cidades também está sujeito às conseqüências do uso severo. Buracos, poluição do ar e congestionamentos impõem grande desgaste aos veículos e, conseqüentemente, uma manutenção mais rigorosa de certos itens.

“As difíceis condições de tráfego de São Paulo podem diminuir em mais de um terço a vida útil de um veículo. A manutenção preventiva é indispensável, e certos itens têm de ser revisados com freqüência bem maior que a normalmente recomendada pelos fabricantes. A manutenção preventiva sai sempre mais barata que a corretiva, além de ajudar a manter a qualidade de vida da cidade”, destaca Roberto Bertin, gerente de treinamento e suporte técnico da CPL Holding, grupo com foco em produtos e serviços para o segmento automotivo.

O trânsito intenso nas ruas e avenidas da capital paulista obriga o motorista a dirigir em marcha lenta, com freqüentes paradas, o que provoca um primeiro problema se a distância percorrida é pequena. É o caso das mães que levam os filhos de carro à escola a poucas quadras de sua residência. Durante o percurso fazem muitas paradas por causa dos constantes congestionamentos, e o motor do carro fica prejudicado em seu pleno funcionamento.

Uma rotina considerada adequada é checar, quinzenalmente, o nível de água do sistema de arrefecimento, o óleo do motor e o fluído de freio. A cada 5 mil quilômetros rodados, é preciso verificar as pastilhas de lona e o sistema de freio associado. O rodízio de pneus é outra providência a ser tomada periodicamente, bem como o alinhamento e balanceamento, toda vez que o automóvel passar por grandes buracos ou a cada 8.000 quilômetros rodados. A pressão dos pneus também deve ser verificada quinzenalmente ou antes de uma longa viagem. A calibragem dos pneus deve evitar que fiquem muito cheios ou vazios, pois ambas situações diminuem sua vida útil, além de aumentar o consumo de combustível.

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