The B Team reúne líderes globais para redefinir impacto social e ambiental das empresas

Grupo que reúne líderes globais tem visão de futuro de “um mundo no qual o propósito das empresas seja se tornar uma força para promover benefícios sociais, ambientais e econômicos”

Evento com participação de membros do “B Team” – Divulgação: Facebook/TheBTeam

 

Os maiores desafios atuais da humanidade, como o combate à pobreza e às mudanças climáticas, só poderão ser solucionados ao longo das próximas décadas se passarem a ser alvo da atenção das maiores empresas do mundo e tratados com a abordagem característica do ambiente dos negócios. Com estes conceitos, foi criado há três anos o “B Team” (Time B), grupo que reúne líderes globais da iniciativa privada e da sociedade civil e cuja visão de futuro é de “um mundo no qual o propósito das empresas seja se tornar uma força para promover benefícios sociais, ambientais e econômicos“, deixando de lado o chamado “Plano A”, no qual o lucro é a motivação primária de qualquer negócio.

Atualmente contando com a participação de 23 líderes, o “B Team” foi fundado em 2013 por Richard Branson, CEO do grupo Virgin, e Jochen Zeitz, CEO da Kering (holding de marcas como Gucci e Saint-Laurent). Outros membros de destaque são o professor Muhammad Yunus, criador do Grameen Bank, e Ariana Huffington, do grupo The Huffington Post. Na última semana, foram integrados ao time três novos nomes: Andrew Liveris, da Dow Chemical – empresa apoiadora do Instituto Akatu –; Oliver Bäte, do Allianz Group; e Arif Naqvi, do Abraaj Group. Além de Liveris, mais dois CEOs de empresas apoiadoras do Instituto Akatu participam do grupo: Guilherme Leal, da Natura; e Paul Polman, da Unilever.

A missão estabelecida pelo grupo é de catalisar um movimento para encontrar um jeito melhor de fazer negócios, tendo como foco o bem-estar das pessoas e do planeta. A ideia é encontrar soluções baseadas em negócios, que se tornem exemplos que inspirem um direcionamento de mudança sistemática e de longa duração.

Para começar a colocar esse objetivo em prática, alguns dos compromissos assumidos pelo grupo são:

  • incentivo à colaboração entre empresas, governos, organizações sindicais e sociedade civil;
  • transparência total, demonstrando preocupação com governança em todos os níveis;
  • restauração da natureza com investimento em modelos de negócios que ajudem a regenerar o meio ambiente;
  • valorização da diversidade (incluindo de gênero) e garantia de igualdade de oportunidade a todos os funcionários;
  • criação de comunidades prósperas dentro e fora das companhias;
  • garantia de dignidade e justiça para trabalhadores ao longo de toda a rede de fornecedores.

Uma iniciativa específica do grupo, a “Net Zero by 2050”, busca neutralizar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) até 2050 com preservação de recursos da terra e dos oceanos e medição de impactos e dependências das empresas em relação ao Capital Natural. Nesse sentido, o “B Team” foi uma das iniciativas que colaboraram com o chamado Protocolo do Capital Natural, uma nova métrica com estrutura padronizada para gerar informações confiáveis e de credibilidade para auxiliar gestores a tomarem decisões fundamentadas em relação ao uso de recursos naturais.

Vale ressaltar que o trabalho do “B Team” também leva muito em conta o ganho econômico a médio e longo prazo, já que, segundo a avaliação do grupo, as mudanças climáticas podem provocar uma queda de até 72 trilhões de dólares no PIB global, e uma mudança de pensamento com abrangência planetária é a única maneira de evitar esse cenário.

Para o consumidor consciente, a atuação do “B Team” promete facilitar o acesso a informações sobre o impacto ambiental das empresas por meio do aumento da transparência. Além disso, a médio prazo deve aumentar a oferta de produtos e serviços comprovadamente mais sustentáveis, que devem cada vez mais ganhar a preferência dos consumidores mais conscientes em relação aos dos concorrentes. A sociedade também deve se beneficiar diretamente da melhora gradual nas condições de trabalho, incluindo a valorização da diversidade e uma distribuição cada vez mais justa do valor gerado por cada pessoa no processo de produção. O grupo avalia que a evolução para uma força de trabalho mais igualitária geraria um aumento de 28 trilhões de dólares no PIB global.

SAIBA MAIS

Link para reportagem “Projeto colaborativo desenvolve protocolo para aperfeiçoar gestão do Capital Natural”

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