“Temos que falar sobre felicidade”, afirma Kumi Naidoo, do Greenpeace

Diretor internacional da organização questiona consumismo desenfreado e analisa suas consequência

O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, participou nesta quinta (27) de debate sobre consumo sustentável no auditório do Instituto Alana, em São Paulo. O evento foi intermediado pelo professor da PUC, Marcelo Sodré, que também é membro do Conselho do Projeto Criança e Consumo, uma das iniciativas da organização.

Para uma plateia de mais de 60 pessoas, o diretor-executivo do Greenpeace Internacional afirmou que as pessoas precisam entender que com a natureza não se negocia. “O consumo desenfreado gera desperdício e o desperdício impacta o meio ambiente. Temos que mobilizar as pessoas para que elas entendam e acabem com este ciclo”, afirmou Naidoo.

Questionado sobre como ter uma sociedade mais equilibrada, mais preocupada com o meio ambiente e menos consumista, o diretor-executivo do Greenpeace foi enfático: “temos que falar sobre felicidade”.

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Naidoo ressaltou ainda que, de nada adianta levantar bandeiras se, em casa, os pais não derem o exemplo. “Vejo muitas famílias exaltando o transporte público e a bicicleta, mas que trocam de carro a cada dois anos. A criança percebe essa incoerência. Os adolescentes questionam”.

Por mais de uma vez Naidoo levantou a importância de todos ficarem atentos à mídia e à publicidade. “Em todo mundo, os grupos que controlam a informação são poderosos e dominantes. Eles têm grandes investimentos e acabam controlando o que a gente ouve e lê. Por isso os consumidores conscientes são tão importantes para a sociedade.”

O diretor-executivo do Greenpeace lutou contra o apartheid e liderou campanhas globais pelo fim da pobreza e pela proteção dos direitos humanos. Em 2003, foi nomeado para o Painel de Pessoas Eminentes em Relações de Sociedade Civil das Nações Unidas e também serviu como presidente da Aliança da Sociedade Civil “Campanha Global de Ação Climática (GCCA) de 2009 a 2012. Para ele, os altos índices de suicídio e violência em escolas são consequências da construção de um falso desejo. “São jovens frustrados, que acham que consumindo vão se tornar melhores. Quando descobrem que isso não é verdade, eles perdem a fé no futuro.”

Legenda da foto: Marcelo Sodré e  Kumi Naidoo.

Conteúdo adaptado do original publicado no site do Instituto Alana.

 

Créditos da Foto: Renata Franco

 

 

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