Seminário debate trabalho escravo e cadeias produtivas com empresas

Especialistas apontam avanços, mas destacam que ainda há muito a se fazer em alguns setores econômicos

No último dia 29/11, o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo promoveu seu encontro anual, reunindo empresários e organizações da sociedade civil para compartilhar novidades sobre o crescimento e reestruturação da iniciativa, além de apresentar os resultados do monitoramento 2011-2012 das empresas signatárias.

“Um pacto em que as pessoas só sorriem e assinam não tem credibilidade. O monitoramento vem cumprindo o papel de colocar o Pacto em prática”, detalhou Leonardo Sakamoto, presidente da Repórter Brasil. Segundo Leandro de Souza, do Instituto Observatório Social, esse levantamento anual analisa o quanto as empresas estão cumprindo os compromissos assumidos com a assinatura do Pacto: “Das 98 signatárias que participaram da pesquisa, 52% declararam realizar diagnóstico de focos de trabalho análogo a escravo na sua cadeia produtiva e 68% afirmaram que suspenderiam contratos com seus fornecedores caso estes fossem incluídos na lista suja”.

Em alguns setores econômicos, os avanços são perceptíveis, mas uma das questões mais debatidas pelos palestrantes do seminário foi o trabalho escravo em ambiente urbano, principalmente no setor têxtil e nas oficinas de costura. Todos foram unânimes em afirmar que ainda há muito a melhorar no setor. Nesse sentido, o evento também foi palco do lançamento de uma cartilha, elaborada pelo Pacto, que ajuda a esclarecer como o trabalho escravo está presente na cadeia de produção de roupas e reúne informações e orientações sobre a legislação trabalhista da área. Clique aqui para ver a Cartilha das Confecções na íntegra.

O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, compromisso que reúne cerca de 400 empresas por todo o país, nos próximos anos passará a ser gerido por uma organização independente, o Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Nesta nova fase, o Pacto passará a ser gerido por um Conselho Orientador, formado por representantes das empresas signatárias, trabalhadores e sociedade civil; um Comitê Gestor e de Relacionamentos, composto pelo Instituto Ethos e pela OIT, e, provisoriamente, por um Grupo de Empresas Apoiadoras, que deve garantir o apoio financeiro e político durante esta fase de transição. O Carrefour, a C&A e o Walmart já apoiam a iniciativa.

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