Seca causa mais mortes que furacões, enchentes e terremotos juntos

Agências das Nações Unidas lançam esforço para implementação de políticas eficazes de combate ao fenômeno natural

Comentário Akatu: Estudos indicam que a taxa de desertificação vem crescendo nos últimos anos. O aquecimento global e a crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera são as principais responsáveis por essa tendência, sinalizando a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis, e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. Iniciativas como a relatada pela ONU na notícia abaixo são válidas, mas os indivíduos também são parte importante da solução do problema: adotar hábitos de consumo mais sustentáveis colabora com a busca do equilíbrio climático.

A ONU alertou que a seca causa mais mortes e deslocamentos que os furacões, as enchentes e os terremotos, juntos. Ela se transformou no mais perigoso e destrutivo fenômeno natural.

Por isso, três agências das Nações Unidas realizam uma reunião de alto nível sobre Política Nacional da Seca, que tem início, esta segunda-feira, em Genebra, Suíça, com o objetivo de encontrar medidas de prevenção e de políticas de manejo e de controle do problema.

O evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e pela Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (Unccd).

Clima
O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, disse que devido à mudança climática, secas mais rigorosas e mais frequentes estão tendo um impacto arrasador na segurança alimentar. Segundo ele, para acabar com isso, “os governos devem criar comunidades resistentes. Não devem apenas reagir à falta da chuva, mas precisam investir a longo prazo para que quando a seca ocorra, a população e os sistemas de alimentos possam superar o problema.”

Regiões
As agências lembraram que as secas mais recentes atingiram duramente o Nordeste do Brasil, os Estados Unidos e o México, assim como a área conhecida como Chifre da África e a região de Sahel, que inclui vários países africanos. O fenômeno climático também pode ser visto com bastante intensidade na China, Índia, Rússia e em algumas áreas da Europa.

Expectativa
O chefe da OMM, Michel Jarraud, afirmou que, como resultado das mudanças climáticas, a expectativa é que aumentem a frequência, a intensidade e a duração das secas, causando perdas humanas e econômicas. Jarraud disse que o mundo tem o conhecimento e a experiência para reduzir o impacto da seca. O que é necessário, para ele, “é uma política para implementá-los e ação”.

Seca
A ONU informou que, desde 1970, o território afetado pela seca mais do que dobrou. Segundo a Organização, mulheres, crianças e idosos são os mais atingidos. Atualmente, 168 países sofrem com a desertificação de parte de seus territórios. A desertificação é um processo de degradação da terra que afeta a agricultura e piora com a seca.

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