São Paulo ganha feiras de orgânicos no Largo da Batata e no Shopping Villa Lobos

Desde o final de agosto, a cidade tem mais duas feiras de produtos orgânicos, ambas na região oeste

Feira de orgânicos do Shopping Villa Lobos. Crédito: Divulgação

 

A capital paulista ganhou mais duas feiras de produtos orgânicos. Uma delas é conhecida como Quarta no Largo. Como o próprio nome sugere, ela fica em um largo: o Largo da Batata (no bairro de Pinheiros) e funciona, desde o dia 27 de agosto, toda quarta-feira, das 6h30 às 13h. O evento é promovido pela Prefeitura de São Paulo. No total são 14 barracas de produtores orgânicos certificados. Estão à venda hortaliças, frutas, legumes, mel, sucos, grãos, massas, pães e laticínios. Os organizadores também oferecem um delicioso café da manhã 100% orgânico.

A outra novidade é a feira de orgânicos do Shopping Villa Lobos. Ela foi inaugurada no dia 31 de agosto e funcionará todos os domingos, no estacionamento descoberto, das 7h às 13h. A iniciativa foi criada a partir de uma parceria entre o shopping e a Associação de Agricultura Orgânica (AAO-SP), que também organiza a feirinha do Parque da Água Branca.

A feira tem 13 barracas com diversos produtos orgânicos: hortaliças, frutas e legumes, castanhas, temperos e laticínios. Oferece ainda comida pronta como pastéis, pizzas integrais, chás, bolos, pães, sorvetes, açaí congelado, suco verde e geleias. Assim como  a feira do Largo da Batata, o Shopping Villa Lobos serve um caprichado café da manhã orgânico, com diversas opções saudáveis. A feirinha tem também uma programação especial com atividades ecogastronômicas. No dia 7 de setembro, o Coletivo Revolução da Colher realizou uma oficina de culinária para crianças. No próximo domingo, dia 14, está programada uma palestra com a  educadora e chef de cozinha da escola Sabor e Saber Gastronomia, Ana Tomazoni, sobre como utilizar ervas finas orgânicas. Veja mais detalhes no site do shopping.

Outra novidade, também no mês de agosto, foi a volta da feira orgânica no Modelódromo, na região do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. A feira – que já existe há quase dois anos e reúne cerca de 30 barracas de associações e grupos de produtores rurais – teve suas atividades interrompidas em maio deste ano, por uma exigência da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, gestora do espaço. O problema é que a  legislação determinava que os centros como o Modelódromo fossem destinados estritamente à prática de esportes e lazer de alunos e moradores da região. Os feirantes de orgânicos, como forma de protesto, montaram suas barracas ao lado do próprio Modelódromo, na rua, onde seus clientes costumavam frequentar. Também coletaram assinaturas pela causa. Com todas essas mobilizações, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, no dia 22 de agosto, publicou o decreto 55.434, que permitiu a instalação de feiras orgânicas e as feiras de produtos de transição agroecológica nos Centros Esportivos Municipais e nos Clubes da Comunidade (CDC).

Hoje o município de São Paulo conta com dez feiras de produtos orgânicos, o que é pouco ao levar em consideração o tamanho da cidade. Mas já é um avanço. Os impactos benéficos de consumir produtos orgânicos vão além dos ganhos para a saúde e a nutrição. Quando o consumidor adota como critérios para a compra de alimentos não só o preço, mas também a qualidade, a origem e as informações sobre os impactos sociais e ambientais causados pelo produtor ou pelo fabricante, entre outros, pode trazer grandes benefícios também para a sociedade e para o meio ambiente. E essas pequenas mudanças nos hábitos cotidianos de consumo de cada indivíduo são essenciais para a transição para um estilo de vida mais sustentável.

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