Saiba o que foi discutido no lançamento do Estado do Mundo 2013

Especialistas enfatizaram a importância de empresas, governos e indivíduos participarem de maneira “menos lenta e gradual” do processo rumo a um mundo mais sustentável

 

Mais de 160 pessoas lotaram o Teatro Eva Hertz, no Conjunto Nacional em São Paulo, para conhecer os principais tópicos trabalhados pelo relatório “Estado do Mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda é Possível”, que acaba de ser traduzido e publicado em português pelo Instituto Akatu e pelo Worldwatch Institute Brasil. O documento oferece ao leitor um panorama da situação atual do mundo e aponta o que é preciso fazer imediatamente para reverter esta realidade.

Coube a Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu, Eduardo Athayde, diretor do WWI Brasil, Ricardo Abramovay, professor de Economia da USP e Dalberto Adulis, gerente de Conteúdo e Metodologias do Akatu, a tarefa de tornar mais claras as análises feitas pelo relatório. Athayde apresentou ideias que vão “além do blá blá blá da sustentabilidade”, expressão, cunhada por Robert Engelman que ganhou repercussão durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – a Rio +20 – e alerta para o uso irresponsável da ideia de sustentabilidade. Para ele, o maior dos custos da sociedade é sua própria ignorância. “Mudanças reais só vão acontecer quando nossos paradigmas forem revistos”.

Em seguida, Abramovay destacou suas reflexões sobre o que considerou as cinco principais dimensões do relatório: mudanças climáticas, espaço e orçamento carbono; desmaterialização da economia; os limites planetários para os processos biofísicos; crescimento econômico e suas falácias, que excluem o bem-estar e a qualidade de vida; e a busca por estratégias menos lentas e graduais para se chegar à sustentabilidade. Para ele, a principal mensagem trazida pelo relatório é a de que, apesar das empresas estarem incorporando a ideia de sustentabilidade em suas estratégias de negócio, as atuais condições do planeta só estão piorando. “Há uma enorme urgência que nos impede de seguir na lógica atual”, ressaltou.

Na segunda parte do evento, Dalberto Adulis sintetizou o conteúdo dos 17 artigos traduzidos do relatório, distribuídos em três grandes áreas. Em A Métrica da Sustentabilidade, os textos tratam das definições sobre os limites e métricas que permitem monitorar tendências. A segunda parte, Chegando à Verdadeira Sustentabilidade, explora ações, políticas e mudanças comportamentais e institucionais. Os últimos artigos, reunidos em Abra em Caso de Emergência, abordam iniciativas e estratégias que precisam ser contempladas se a transição não chegar a tempo, como lidar com migrações, fortalecer a resiliência das populações, ou mesmo adotar soluções extremas de geoengenharia para frear o aquecimento global.

O encerramento do debate contou também com perguntas do público. Mattar ressaltou que são necessários estímulo e reconhecimento de todos os lados para que ações sustentáveis sejam apropriadas pelos consumidores e empresas e, mais que isso, sejam mantidas ao longo do tempo. Além disso, enfatizou o papel crucial das empresas de publicidade e de mídia para que novas ideias tenham real impacto. “A responsabilidade rumo a um futuro sustentável, de bem-estar e qualidade de vida que se perpetuem, é de todos: empresas, indivíduos e governos”, concluiu.

 

Veja aqui o material apresentado no evento.

Clique aqui para ler a versão brasileira do relatório.

 

 

 

[fotos: Manoela Meyer]

 

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