Saiba como evitar a inadimplência e sair do endividamento

Akatu produz série temática com quatro publicações sobre consumo consciente do dinheiro e do crédito, que serão lançadas até o meio do ano

O aumento da oferta de crédito no mercado nos últimos anos foi um dos bons indicadores da economia brasileira. Essa facilidade para o consumidor, porém, veio acompanhada de um aspecto negativo: o crescimento da inadimplência. Isto é, muitas pessoas estão contraindo dívidas que não conseguem pagar.

O problema ocorre principalmente porque o aumento da oferta de crédito não veio acompanhado de um programa de educação financeira, com o objetivo de orientar a população sobre as implicações de se tomar crédito como, por exemplo, as taxas de juros.

Para atender a essa parcela da população que está com dificuldades para gerir seu orçamento, o Instituto Akatu preparou uma série de orientações sobre crédito e finanças. Esse trabalho resultará na publicação, até o meio do ano, de uma série temática composta por quatro obras, entre elas o caderno temático “Consumo Consciente do Dinheiro e do Crédito”, que está sendo realizado com o apoio do Banco Ibi, do Banco Real e do Grupo VR.

“O tema do crédito é fundamental dentro do consumo consciente por causa da sua transversalidade. Saber gerir bem e gastar corretamente o seu dinheiro influi na maneira como as pessoas se realizam, nos seus projetos de vida, na sua evolução profissional e cultural, enfim, é determinante na vida de qualquer indivíduo”, afirma o gerente de projetos especiais do Akatu, Aron Belinky.

Para o Akatu, a educação financeira e o consumo consciente convergem em muitos pontos. Uma pessoa que só considera a si mesma e a seus familiares na hora de gastar o seu dinheiro não está sendo um consumidor consciente. Cada escolha de produto ou serviço deve ser pensada como um ato de cidadania, em que pesem critérios de sustentabilidade.

Outro aspecto importante é a questão psicológica relacionada ao consumo, que pode ser mais grave do que parece. Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo, 3% dos brasileiros, a maioria mulheres, compram compulsivamente.

A doença do consumo chama-se aneomania. São pessoas que usufruem apenas do momento da compra, e não do produto – que muitas vezes é deixado de lado por não ter utilidade. Estudos revelam que o compulsivo gasta sempre mais do que pode, prejudicando-se financeiramente. Normalmente, as dívidas dos doentes variam entre cinco e dez vezes a mais do que a renda mensal.

A gestão de recursos é complicada de ser feita no dia-a-dia, mas seguindo alguns cuidados básicos podemos atingir o objetivo de usar bem o nosso merecido dinheiro.

O Akatu desenvolveu um roteiro para ajudar os que já contraíram uma dívida a se livrarem dela. Confira os oito passos para sair do endividamento:

1º – Faça uma lista com o dinheiro que você recebe no mês.
Inclua salário, pensão, aluguel, rendimentos da poupança, etc. Não inclua seu cheque especial ou limites de cartão, pois este dinheiro não é seu!

2º – Faça uma lista com todas as contas que você paga no mês.
Não esqueça de nada: aluguel, luz, água, transporte, educação, saúde, lazer e outros gastos (cigarro e cafezinho). Não inclua o pagamento das suas dívidas.

3º – Faça uma lista com todas as suas dívidas
São consideradas dívidas todas as prestações As dívidas com taxas de juros mais altas devem ser as primeiras da lista. Você pode descobrir quais as taxas de juros nos contratos, boletos ou diretamente na empresa que você comprou o produto ou financiou o serviço. Lembre-se: todo o pagamento parcelado é maior dos que os feitos à vista. Essa diferença é o juro cobrado.

4º – Veja se você tem dinheiro para pagar suas dívidas.
Verifique se o dinheiro que sobra no mês, após pagar suas contas, é suficiente para pagar as dívidas que você tem. Não esqueça que você não deve deixar de pagar ou atrasar uma parcela, pois os juros e multas fazem com que sua dívida aumente ainda mais.

5º – Diminua seus gastos.
Para ter mais dinheiro para pagar as parcelas de suas dívidas você pode diminuir  gastos. Pense como economizar em cada gasto: luz, água, lazer, etc.

6º – Substitua suas velhas dívidas por novas dívidas que você consiga pagar.
Você pode quitar sua antiga dívida fazendo um novo empréstimo, desde que com taxas de juros mais baixas do que as que você paga atualmente. Se possível, substitua todas as suas dívidas por dívidas menores.

7º – Procure empresas que emprestam dinheiro.
Identifique os financiamentos que têm taxas de juros menores que as suas dívidas atuais. São esses financiamentos que você deve escolher para substituir suas velhas dívidas por outras mais baratas.

8º – Faça um novo empréstimo para quitar suas antigas dívidas.
Só faça uma nova dívida para pagar as dívidas antigas se a taxa de juro for menor e se você tiver como pagar o novo empréstimo. Procure negociar parcelas fixas ao tomar o novo crédito. Se não houver essa possibilidade, como no caso de cartões de crédito ou cheque especial, defina você mesmo o valor das parcelas que você vai pagar a cada mês.

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