Rio Grande do Sul investe em energia dos ventos

Governo federal incentiva Estado a construir parques eólicos, que causam menos impactos ambientais do que hidrelétricas

Comentário Akatu: Num mundo que experimenta consequências do aquecimento global e enfrenta a decadência do petróleo, investir em alternativas de produção de energia que não poluam, não comprometam recursos naturais ou causem grandes transtornos ambientais (embora a ação humana sempre cause algum impacto) é muito importante. Consumidores conscientes tomam cuidados especiais para não desperdiçarem energia elétrica.
A discussão sobre novas alternativas energéticas está em alta. O Rio Grande do Sul está investindo na força dos ventos para a geração de energia. O Estado recebeu incentivos do Governo Federal, através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para a construção de parques eólicos.

 

Um deles, situado no município de Osório, empreendimento da Ventos do Sul S/A, vai gerar 150 megawatts de energia. A previsão é que, até o final deste ano, a primeira torre esteja erguida. O primeiro módulo do parque deve entrar em funcionamento em maio de 2006.
O governador Germano Rigotto informa que este será o segundo maior parque de geração de energia eólica do mundo – o maior está situado no Texas, nos EUA. Este é o primeiro dos 30 empreendimentos que tramitam nos órgãos ambientais do Rio Grande do Sul. Em Tramandaí, outro parque deve iniciar logo suas obras. O empreendimento, da Eletrobrás Projetos, deve gerar 72 megawatts.
Segundo o arquiteto Manoel Eduardo de Miranda Marcos, chefe de serviço da região do litoral do Departamento de Qualidade Ambiental da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), “não há empreendimento sem impacto, mas sem dúvida é um avanço, uma energia sem poluição”.

Os riscos são menores, se comparados com os causados pelas hidrelétricas, de acordo com ele. “Não há deslocamento de populações”, exemplifica, afirmando que, passada a fase das obras, a população pode voltar ao local de origem, caso tenha sido retirada nesta etapa.
Os principais choques ambientais, para Manoel, estariam relacionados ao meio físico – um conjunto de torres com 138 metros de altura e linhas de transmissão subterrâneas e aéreas – e à fauna, principalmente as aves, que podem chocar-se às torres e às hélices ou migrar para outras localidades.

Os procedimentos estão seguindo critérios rigorosos, segundo ele, mas o processo é reversível. “Diferente de uma hidrelétrica, que alaga uma região, o parque pode ser removido para outra localidade, mas acreditamos que não será necessário”, diz, reafirmando que os projetos são elaborados de acordo com estudos e avaliações ambientais seguras.

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