Resíduos de madeira podem gerar energia elétrica para pequenas demandas

Projeto deve gerar 200 quilowatts de energia e servir 60 famílias

Transformar resíduos de madeira – serragem, pedaços de madeira e árvores caídas – em energia elétrica renovável capaz de substituir os geradores movidos a óleo diesel utilizados em pequenas comunidades do país. Este é o objetivo do projeto Enermad (energia da madeira) que será instalado no município de Costa Marques, em Rondônia.

O projeto piloto está orçado em R$ 1 milhão e beneficiará cerca de 60 famílias que habitam a Reserva Extrativista de Cautário. A Central Termoelétrica vai gerar 200 quilowatts (KW), energia suficiente para abastecer a cidade e aumentar a produção da comunidade, que engloba o extrativismo do látex, da castanha do Pará, exploração sustentável de madeira, artesanato e ecoturismo.

Segundo o engenheiro e executor do projeto, Carlos Eduardo Machado Palleta, do Centro Nacional de Referência de Biomassa (Cenbio) da USP, além da economia e do incentivo à indústria, a geração de energia causará um impacto ecológico muito menor, uma vez que não haverá queima de combustíveis fósseis.

O projeto deve durar cerca de dois anos e, se for bem sucedido, será levado para outros lugares com potencial para a criação de novas centrais. “Este projeto significa a geração de energia de qualidade, barata e em locais de difícil acesso sem grandes agressões ao meio ambiente, e a idéia é disseminar essa prática em todo o Brasil”, ressalta Carlos Palleta.

Um dos principais requisitos para a instalação das termoelétricas é a existência de atividades sustentáveis que produza a biomassa combustível utilizada na geração de energia. Em Campos Marques a biomassa será gerada pela madeira, mas outras indústrias, como as ligadas à cana-de-açúcar, arroz, beneficiamento de côco e do caju, por exemplo, realizam atividades que possibilitariam, em tese, a instalação de projetos semelhantes.

O projeto piloto será coordenado pelo Instituto de Eletrônica e Energia (IEE) da USP em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Universidade Federal de Rondônia, Universidade Federal do Pará e Fundação de Amparo ao Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp/PA). Para que o projeto seja iniciado falta apenas a liberação de recursos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).

As informações são da Agência USP de Notícias Mauricio Cardoso.

Se você quiser seguir o Akatu no twitter, clique aqui.

Gostou da notícia? Compartilhe!
Ajude a disseminar o Consumo Consciente entre os seus amigos.
Compartilhe:
Leia mais: