Relatório mostra impacto positivo do mercado de produtos de segunda mão

Produtos seminovos ou usados têm sua vida útil estendida quando aproveitados por mais de uma pessoa

Foto: Aris Gionis/Creative Commons

 

Estamos vivendo um momento em que é preciso repensar o nosso consumo e mudar hábitos, para que seja possível viver em um mundo mais sustentável, onde teremos o suficiente para todos e para sempre. Nesse sentido, o mercado de compra e de venda de bens seminovos surge como uma opção que impacta de forma positiva o planeta, uma vez que contribui para a extensão da vida útil de um item, economizando recursos naturais na produção de um novo.

Foi nesse contexto que surgiu o relatório Second Hand Effect, que aborda um cálculo sobre o impacto positivo do mercado de produtos de segunda mão no que concerne a emissão de gases de efeito estufa. O relatório aborda a questão do consumo consciente no sentido de que já não podemos consumir do mesmo jeito e com a mesma intensidade, pois isso contribui significativamente para a emissão dos gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global e das mudanças climáticas.

O diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, escreveu o artigo introdutório no relatório ressaltando a importância da reflexão sobre o atual modo de consumo, onde produtos são descartados muito antes do final de sua vida útil. Hoje, já consumimos 60% mais recursos naturais do que a Terra é capaz de regenerar. Ao crescer o grupo de consumidores, serão necessários cerca de 3 planetas para atender a esse consumo. Nesse sentido, precisamos de uma mudança significativa no modelo de consumo visando atender o bem-estar da humanidade com um terço dos recursos naturais que hoje seriam necessários.

O relatório foi encomendado pela OLX, plataforma digital de compra e venda de produtos usados e serviços. Segundo o estudo,  o comércio de produtos usados na sua plataforma, no Brasil, evitou a emissão de 5,7 milhões de toneladas de CO2 , o equivalente às emissões anuais de 1.2 milhão de carros – considerando que a compra de um usado substituiu a compra de um produto novo. “O consumidor deve perceber que não precisa de um produto novo, mas sim de um produto que lhe dê o bem-estar que está buscando, sem necessitar das últimas funcionalidades, da última moda, do produto da publicidade mais recente”, explica Helio Mattar no artigo.

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