Relatório examina os impactos da produção de carne no clima, na saúde e nas florestas

Consultoria internacional especializada no tema Mudanças Climáticas fez um estudo sobre o impacto da produção de carne bovina que contou com a colaboração do Instituto Akatu

Crédito da foto: Creative Commons/Eduardo Pacheco

 

O relatório “Taking a Bite out of Climate Change: Why we should stop harming the planet and ourselves by eating too much beef”, da consultoria Climate Focus (disponível em inglês), explora diversas razões para reduzir o consumo de carne bovina – uma das commodities que está causando desmatamento.

O Instituto Akatu participou de grupos de discussão para a produção do estudo. Segundo o documento, a necessidade de comer menos carne para manter as florestas de pé não pode ser subestimada. A produção de carne bovina requer mais terra e água limpa que qualquer outra produção de fonte de proteína: precisa de seis vezes mais terra e 2x mais água que a de frango, por exemplo. Por isso, no contexto de um rápido crescimento da população global, com recursos limitados, as dietas das pessoas precisam mudar rapidamente, buscando o consumo de outras fontes de proteína.

Os impactos da produção de carne bovina no clima, saúde humana e florestas tropicais são examinados neste novo relatório, que também traz modelos de impacto da redução desse consumo nos três maiores países produtores e consumidores: Brasil, Estados Unidos e China – mais de um terço da carne bovina é produzida e consumida nesses três países.

Se o consumo per capita caísse 50% nos Estados Unidos e 25% no Brasil, e se mantivesse nos mesmos níveis na China, as emissões do setor cairiam para 500 megatoneladas de CO2, o que equivaleria à 500 milhões de carros fora de circulação. Sem contar outros benefícios à sociedade como melhora da saúde pública e redução dos custos com saúde.

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