Relatório da ONU pede maior assistência ao desenvolvimento

Países membros buscam cortar a pobreza do mundo pela metade até 2015; Nordeste brasileiro está entre as regiões mais carentes

Comentário Akatu: O cumprimento das Metas do Milênio deve ser prioridade de todos os países, de todas as empresas e de todas as pessoas. Os cidadãos conscientes estão a par destes objetivos e colaboram para que eles sejam atingidos. 
Em um esforço para assegurar o cumprimento das Metas do Milênio (também chamadas de Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), o economista Jeffrey Sachs, coordenador do relatório “Investindo no Desenvolvimento: Um Plano Prático para Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, recentemente divulgado, defende um aumento progressivo na assistência ao desenvolvimento.

Com o objetivo de cortar a pobreza no mundo pela metade até 2015, a ajuda financeira deveria passar dos US$ 135 bilhões previstos para 2006 (equivalentes a 0,44% do produto interno bruto dos países mais ricos), para US$ 195 bilhões (0,54% do PIB desses países) até 2015.

O relatório, preparado por uma equipe internacional de 265 especialistas, também reconhece a necessidade de ajustes corretivos nas políticas econômicas de câmbio, que neutralizam parte do efeito da ajuda internacional, e cobra melhorias na gestão da distribuição e da utilização dos recursos doados, a fim de evitar desvios.

Uma revisão na pauta de gastos dos países mais ricos também é exigida pelo relatório. Por exemplo, o apoio oficial anunciado por EUA e Grã-Bretanha às vítimas do tsunami na Ásia equivale ao gasto de uma semana de ocupação no Iraque ou a apenas uma vigésima parte do empréstimo recentemente concedido pela Inglaterra à Indonésia para a aquisição de aviões de combate.

O estudo da ONU estima que, em 2005, meio milhão de mulheres morrerão no parto, mais de dois milhões de pessoas morrerão de malária e cerca de três milhões de pessoas morrerão em conseqüência da Aids. Estas três causas somadas equivalem a algo superior a 30 tsunamis.

O Brasil é citado no relatório como um país de renda média, capaz de doar verba e tecnologia para regiões pobres, mas é destacado também pelos bolsões de pobreza, carentes de investimentos e de estrutura. O Nordeste brasileiro é classificado como uma região altamente atrasada, comparada à China Ocidental, ao Sul do México e aos Estados do Ganges, na Índia.

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