Quase metade da energia do Nordeste vem de fonte cara e poluente

Risco de apagões e baixa capacidade das hidrelétricas na região motiva o aumento de atividade de usinas termelétricas, enquanto resto do país já se acostuma ao horário de verão

No final de outubro, o Nordeste precisou aumentar a atividade das usinas termelétricas da região, por causa do risco de novos apagões e do baixo nível de água na bacia do rio São Francisco, que abriga suas principais hidrelétricas. Em caráter de urgência, segundo a  Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), cerca de 40% da energia consumida no Nordeste está sendo gerada em usinas movidas a gás e a óleo combustível, fontes não renováveis e altamente poluentes, que emitem quantidades consideráveis de CO2 em sua queima.

Além do impacto negativo no meio ambiente, a energia obtida por meio de termelétricas também é mais cara em comparação à das usinas hidrelétricas. De acordo com a Chesf, após encerrado o período de funcionamento das termelétricas, o custo adicional será repassado ao consumidor final na conta de luz, por meio de reajuste tarifário.

Há ainda outras controvérsias quanto à ativação e dependência tão expressiva das usinas termelétricas. Principalmente se levada em conta a peculiaridade da região, que permite um amplo aproveitamento de fontes alternativas de geração, como eólica, solar e cinética, obtida a partir do movimento das marés, e o fato da diversificação da matriz ser um dos principais fatores que contribui para a regularidade e segurança da distribuição energética.

Para o resto do país, uma das alternativas para a economia de energia elétrica nesse período tem sido o horário de verão, que este ano teve início no dia 21/10 em estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Tocantins. A medida procura otimizar a distribuição elétrica por meio do aproveitamento da luz natural e da diluição da demanda fora dos horários de pico. Desta forma é possível atender com segurança a demanda dos principais centros consumidores do país e ainda evitar o aumento das tarifas.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), no horário de verão 2012/2013 espera-se obter uma economia de 280 milhões de reais com a geração térmica evitada. O órgão é responsável pelas operações, instalações, coordenação e controle de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil.

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