Qual foi a semente que o Akatu plantou em você?

No aniversário de 17 anos do Instituto, conheça histórias de quem se inspirou no Akatu para praticar o consumo consciente

Arte: Ale Kalko

 

 

No Dia do Consumidor (15/3), o Instituto Akatu também comemora o seu aniversário. Em 2001, a organização foi criada para conscientizar e mobilizar a sociedade para o consumo consciente. A palavra “akatu”, do tupi, significa “semente boa” e “mundo melhor”. Dizemos que um mundo melhor é criado a partir das pequenas ações e que o ato de consumir é também um ato de cidadania, pois é você quem escolhe o que comprar, como usar e como descartar produtos e serviços.

Para sensibilizar e mobilizar os consumidores, atuamos nas frentes de educação e de comunicação, desenvolvendo conteúdos, pesquisas e eventos. Para comemorar essa trajetória que agora completa 17 anos, escutamos histórias de quem pratica o consumo consciente e se inspira nas causas do Akatu para impactar da melhor forma o ambiente ao seu redor.

A professora de ciências Margarida Telles da Cruz, 52 anos, sempre trabalhou com questões ambientais, mas foi em 2012, enquanto procurava na internet sobre temas relacionados à sustentabilidade que ela encontrou o site do Akatu. “Fiz o cadastro na plataforma do Edukatu e passei a utilizar o material de consumo consciente com meus alunos. Todos se engajaram rapidamente. Até os pais dos alunos e outras pessoas da comunidade foram atrás do material. Hoje, utilizo os vídeos do site para trazer diferentes reflexões aos alunos”, diz Margarida. É esse efeito multiplicador que o Akatu busca: quando uma pessoa se mobiliza pela causa, engaja outras pessoas a traçarem o mesmo caminho e o impacto é muito maior.

Para Margarida, o Akatu plantou nela uma “semente da esperança”. “Quando você descobre parceiros que têm o pensamento alinhado ao seu, você percebe que está no caminho certo. Hoje, eu tenho mais propriedade para trabalhar os assuntos de consumo consciente com meus alunos. O engajamento deles e da comunidade me reforçam que não devo desistir nunca e que é necessário praticar as pequenas ações do dia a dia para impactar da melhor forma o nosso entorno”, afirma Margarida.

 

“Falo sempre para os meus alunos que as pequenas atitudes fazem a diferença. O Akatu me ajuda a não desistir desse trabalho”, diz Margarida Telles da Cruz, professora de ciências da APM da Escola 25 de Julho, em Campo Bom (RS).

 

Para a jornalista Marcela Fonseca, o Akatu plantou uma semente em sua vida quando ela ainda era adolescente. “Estava na escola quando recebemos a visita do Instituto Akatu. O tema da aula era sobre a escassez de recursos do planeta. Fiquei impressionada com os dados alarmantes”, diz. Até hoje, Marcela se lembra da frase dita por uma das integrantes do Akatu: “Estamos no limite! Muito em breve, o consumo será maior do que a Terra será capaz de suportar”.

Essa inquietação que a visita do Akatu trouxe para Marcela contribuiu para que ela procurasse uma profissão que colaborasse para um mundo mais justo. “Depois que me formei, me juntei a uma amiga também jornalista e juntas criamos o Portal Moda Sem Crise, uma plataforma de conteúdo jornalístico, sobre moda, beleza e comportamento focados em consumo consciente”, diz.

“O portal Moda Sem Crise nasceu inspirado nas ideias de consumo consciente divulgadas pelo Instituto Akatu. Nós sensibilizamos os consumidores sobre os diferentes impactos que a indústria têxtil causa no mundo”, diz Marcela Fonseca, jornalista.

 

Em 2016, Renan dos Santos Rocha, 26 anos, participou do projeto Racionalize, realizado pelo Instituto Akatu em parceria com o Bradesco, com foco na formação de multiplicadores no banco. “Eu já tinha ouvido falar sobre o consumo consciente, mas de forma superficial. Foi quando eu participei do projeto que entendi a dimensão da causa. Quando eu ouvi os representantes do Akatu exemplificando dados e mostrando números alarmantes, levei um choque de realidade”, diz. Para Renan, funcionário do Bradesco Cartões, foi fundamental ter participado desse projeto. “Hoje, muito do que eu aprendi no curso eu trago para o meu dia a dia. Em casa, todos estão mais engajados. A minha sobrinha sempre traz novas ideias de consumo consciente da escola e eu já incorporei a coleta seletiva e a diminuição no consumo de água. Faz bem para todos”, afirma Renan.

Para a professora de educação física Ana Carla Dávila, de 45 anos, o Akatu influenciou não apenas a sua vida profissional, mas também a sua vida pessoal. “Sempre gostei de fazer trilhas e de estar próxima à natureza. Como sou professora de educação física, ficava incomodada com o desperdício da água do bebedouro e a também com a quantidade de pacotinhos na hora do lanche. Depois de conhecer o site do Akatu e participar do Edukatu, passei a incorporar jogos e atividades sobre conscientização durante as aulas”, diz.

 

“Sempre gostei de fazer trilhas e assim aprendi a respeitar natureza. O Akatu me ajudou a mudar as práticas em casa também. Hoje, separo o lixo e estou fazendo compostagem”, diz Ana Carla Dávila, professora de educação física na Escola Municipal Nossa Senhora dos Anjos, em Salvador (BA).

 

Hoje, além de perceber o avanço na relação dos alunos com o meio ambiente, Ana Carla também ressalta as melhorias que o consumo consciente trouxe para sua vida pessoal. “Em casa, faço a separação dos resíduos e estou fazendo a compostagem. Ainda não atingi 100% das mudanças que eu gostaria, mas sei que a transformação acontece aos poucos. Tudo o que é consumido na minha casa, eu dou o melhor caminho possível”, diz.

 

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