Promotores de RJ e SP querem fiscalizar águas do Paraíba do Sul

Ministério Público dos dois Estados decidiram unir forças para conter o despejo de resíduos industriais e lixo no rio, o que prejudica 14 milhões de pessoas

Comentário Akatu: Preservar os rios é uma atitude básica para garantir a qualidade da água nos municípios. Consumidores conscientes se informam a respeito das indústrias que não poluem os mananciais e privilegiam seus produtos, além de pressionar as autoridades para investir no tratamento da água. Mas, principalmente, não desperdiçam o recurso.

O Ministério Público dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo decidiram unir forças para conter o despejo de resíduos industriais e lixo que comprometem a qualidade da água do Rio Paraíba do Sul, que abastece 14 milhões de pessoas _8 milhões delas na região metropolitana do Rio.

Um estudo desenvolvido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a pedido da Assembléia Legislativa, detectou que a água do Paraíba do Sul sai de São Paulo contaminada e poluída antes de chegar ao Reservatório do Funil, em Resende (RJ).

Os municípios que mais o poluem (com mercúrio e outros metais) estão em território paulista: Taubaté, que não trata o esgoto em 100%, São José dos Campos que trata apenas 45% do esgoto produzido pela população, Guaratinguetá e Jacareí.

A intenção do Ministério Público é combater os focos de contaminação, reunir os promotores de Justiça dos dois Estados para fiscalizar e coibir o despejo de lixo industrial e impedir a ocupação irregular das margens do rio. A bacia do Rio Paraíba banha 53 cidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

“O rio vive uma situação de estresse hídrico. Ele é responsável por 80% do abastecimento de água na região metropolitana fluminense e por 20% de sua produção de energia hidrelétrica”, afirmou a promotora Denise Tarin. Segundo ela, se nenhuma atitude for tomada, há risco de racionamento com prejuízo para as indústrias e cidades que vivem das águas do Paraíba.

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