Projeto de medicina tradicional estimula agricultura sustentável

No Amapá, comunidades rurais praticam agricultura orgânica de forma sustentável para a produção de remédios caseiros

Comentário Akatu:o apoio de empresas a projetos de desenvolvimento sustentável e de preservação do meio ambiente é uma das maiores amostras de responsabilidade social. Trata-se de um esforço com retorno garantido.

Um projeto executado pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) está educando famílias inteiras nas comunidades rurais isoladas a praticar a agricultura orgânica e a explorar os recursos da floresta de forma sustentável, além de cuidar da saúde de forma segura e barata.

Enquanto cientistas e empresários pesquisam a enorme biodiversidade local para entender seus segredos e transformá-los em produtos, representantes da comunidade utilizam escolas e farmácias populares para disseminar o conhecimento das ervas medicinais e remédios caseiros para quem não tem acesso a postos de saúde.

No distrito de Carvão, a 55 quilômetros de Macapá, a medicina tradicional faz parte do currículo da Escola Família Agroextrativista, onde cerca de 200 alunos aprendem a trabalhar com os produtos da floresta e a preparar remédios caseiros. Entre as lições estão técnicas para plantar culturas variadas em um mesmo espaço, reduzindo o desmatamento de novas áreas, e a necessidade de combater as queimadas. Depois de 15 dias de aulas, os alunos são incumbidos de repassar o que aprenderam a suas famílias e comunidades.

A escola abriga uma das 21 unidades do projeto Farmácia da Terra, cujo principal objetivo é disseminar o conhecimento da medicina tradicional. As farmácias não vendem nada, apenas ensinam a preparar os remédios e a cultivar as plantas necessárias. Em alguns casos, fornecem matéria-prima e mudas.

O Iepa mantém uma incubadora de empresas voltadas para o desenvolvimento de produtos naturais. As pesquisas já deram origem a 63 produtos fitoterápicos, feitos a partir de 36 plantas, para tratar desde acne até asma e diabetes, sendo que alguns deles estão à venda em supermercados, a preço de custo (de R$ 3 a R$ 10). O projeto recebeu, em 2003, o Prêmio Tecnologia Social do Banco do Brasil.

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