Produção industrial aposta no consumo racional de água

Ações buscam preservar o recurso e evitar desastre ambiental causado pela escassez; no Brasil já existem iniciativas animadoras

 

Com informações do site Nosso Mundo Sustentável

A princípio, uma camiseta ou um carro não apresentam nada que se pareça com água. No entanto, na base de qualquer processo produtivo de mercadorias, existe consumo de água. As possibilidades de escassez e do aumento no custo do recurso, além da ameaça de um desastre ambiental, estão impulsionando o uso racional da água na produção industrial.

Mas, e o que adianta reduzir e racionalizar esse consumo sem medir os impactos dessas ações? Entra em cena o conceito Water Footprint (algo como pegada hídrica, em português), que analisa o volume de água consumido em todo o ciclo produtivo das mercadorias, incluindo dados de poluição. A ideia é do holandês Arjen Hoekstra, professor de Gestão dos Recursos Hídricos da Universidade de Twente, na Holanda, e diretor científico da Water Footprint Network (WFN).

Hoekstra afirma: “reduzir a pegada hídrica pode ser parte da estratégia ambiental ou de sobrevivência de uma empresa”.

“O próximo passo é um aprimoramento da base legal do projeto”, acrescenta Samuel Barreto, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF.

No Brasil, algumas empresas já iniciaram seus processos de optimização no uso da água.

A General Motors, em Gravataí (RS), reduziu em mais de 80% o consumo do recurso: dos 4.770 litros de água que eram usados para fabricar um veículo, hoje, a fábrica gasta apenas mil litros para montar o mesmo automóvel. Do total economizado, parte vem da inovação no mecanismo de controle de temperatura durante o processo de funilaria; do reaproveitamento da água usada na lavagem dos carros durante os trabalhos de pintura  e do reuso nos testes de desempenho dos automóveis em situação de chuva, entre outros.

Na indústria cervejeira, a  Ambev passou a reaproveitar a água usada na lavagem de tanques, garrafas e limpeza em geral. Desse processo, resultou uma economia de 1,7 litros de água em cada litro de cerveja produzido. Até 2002, a empresa usava 5,6 litros de água para processar um litro de cerveja. De lá para cá, esse volume passou a 3,9 litros. Segundo a empresa, a meta para 2012 é conseguir produzir um litro de cerveja com 3,5 litros de água.

A indústria têxtil também buscou soluções para o consumo racional de água. A téxtil Hanesbrands instalou um sistema de ultrafiltração no final do seu procedimento de tratamento de efluentes.  O resultado é cerca de 650 mil litros de água filtrada e reaproveitada em jardins e vasos sanitários todos os meses.

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