Procon alerta sobre lojas que vendem, e não entregam

Relação é de sites de venda on-line denunciadas por consumidores e que não são encontradas em seus endereços oficiais; entidade dá dicas para não cair no golpe

Consumidores de todo Brasil já podem, antes de fazer compras pela internet, consultar a lista on-line de empresas de comércio virtual que não entregam as mercadorias vendidas. A relação dos sites denunciados por este tipo procon, direitos do consumidor, relações de consumoinfração foi divulgada na segunda-feira (02/05) pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP). As vendedoras denunciadas não são encontradas em seus endereços oficiais.

Segundo o Procon-SP, a lista tem objetivo de alertar os consumidores e facilitar na identificação dessas empresas. Atualmente, a lista contém 19 páginas eletrônicas denunciadas pelo Procon-SP ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania.

De acordo com a assessoria de imprensa do Procon-SP, a lista será atualizada, tanto para excluir eventuais empresas que esclareçam sua situação como para incluir novos sites com o mesmo problema.

Algumas dessas empresas continuam vendendo seus produtos pela internet. Em nota divulgada pelo Procon-SP, as notificações encaminhadas a essas empresas, após a reclamação de consumidores que não receberam os produtos, têm retornado dos serviços de correios com informações do tipo “mudou-se” ou “endereço inexistente”.

Para visualizar os sites, com destaque para aquelas cujos sites permanecem no ar, clique aqui.

Como se prevenir?
Para evitar fraudes, golpes, uso indevido dos dados pessoais, dentre outros problemas, o Procon-SP recomenda alguns cuidados que o consumidor deve tomar, antes e depois de efetuar a compra:

– Antes de fechar a compra, faça pesquisa no site da Fundação Procon-SP, www.procon.sp.gov.br , para verificar se a empresa tem registro de reclamações. A lista é válida para todo o Brasil;

– Desconfie das lojas com preços muito abaixo da média do mercado. “Mesmo que eles entreguem a compra, a possibilidade do consumidor receber em casa mercadoria de contrabando ou pirata é grande. Outra hipótese é a empresa não pagar devidamente os impostos, o que possibilidade os baixos preços”, comenta Camila Melo, gerente de mobilização comunitária do Instituto Akatu;

– Verifique no site registro.br a razão social, endereço e CNPJ da empresa da qual pretende comprar. Se o domínio for “.com” ou “.net”, cheque onde o site está hospedado. Para fazer essa busca, use os seguintes sites: whois.domaintools.com, who.is, whois.com. Evite compras em sites hospedados fora do Brasil;

– Verifique o endereço físico da empresa, telefones, e-mails e quais os procedimentos para reclamação, devolução, garantias, etc;

– Desconfie e evite fazer compras em sites que exigem depósito em conta corrente de pessoas físicas ou depósitos em caderneta de poupança;

– Consulte as redes sociais para verificar se existem registros de reclamações;

– Guarde todos os dados das compras: o nome do site, itens adquiridos, valores pagos, número do protocolo da compra ou pedido;

– Exija sempre nota fiscal  da compra;

– Se não receber as compras dentro do prazo, o consumidor deve reclamar, em primeiro lugar, na empresa onde fez a compra. Se nada conseguir o caminho é fazer uma queixa ao Procon;

– Por último, abra uma ação judicial no Juizado Especial Cível. O juizado recebe ações no valor de 40 salários mínimos; até 20 mínimos, não é necessário ter advogado, basta ir pessoalmente ao Juizado Especial Cível da sua região.

Comprar pela internet é consumo cosnciente
Pela internet é possível contratar serviços e fazer compras sem sair de casa, o que é bom para o bolso do consumidor, que além de economizar o tempo, não precisa gastar com o deslocamento. Esse tipo de compra também ajuda na preservação ambiental, já que ao diminuir o fluxo de veículos movidos a gasolina e diesel como carros e ônibus, reduz a emissão de gazes de efeito estufa, que poluem o ar das cidades e agravam o aquecimento global.

Nos últimos anos, as compras pela internet introduziram uma rotina mais sustentável na vida dos consumidores. Tanto é assim que, em 2010, o e-commerce brasileiro movimentou quase R$ 15 bilhões, segundo a e-bit, empresa especializada em informações do setor.

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