Preservação ambiental ou crescimento econômico? Brasileiros escolhem preservação

Pesquisa do Ministério do Meio Ambiente e do Walmart, revela, entretanto, que há pouca disposição para mudanças que dão trabalho ou envolvem custos

Segundo uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Walmart, apoiador estratégico do Akatu, a maioria dos brasileiros (59%) considera que a preservação ambiental merece atenção prioritária em relação ao crescimento econômico. Outros 41% dos entrevistados defendem o contrário.

“É preciso desmistificar a ideia de que o a preservação ambiental é contrária ao crescimento econômico”, alerta Helio Mattar, diretor-presidente do Akatu. “Asustentabilidade pressupõe justamente o desafio de buscar modelos de produção e consumo que gerem impactos ambientais, econômicos e sociais positivos. E o consumidor consciente procura promover o equilíbrio desses valores”, completa.

Apesar da percepção da necessidade da preservação ambiental, segundo o levantamento, ações concretas que contribuam para melhores resultados ainda são realidade de uma minoria: nos últimos 12 meses, apenas 13% dos entrevistados procuraram diminuir o uso do automóvel, 17% deixaram de comprar algum produto por acreditar que faz mal ao meio ambiente e 27% compraram algum produto orgânico, que em média, custa 30% mais caro.

Com relação à destinação correta de resíduos, a pesquisa mostra ainda que mais de 70% dos entrevistados jogam pilhas e baterias no lixo comum; 66% descartam remédios no lixo doméstico; 33% jogam tintas e solventes no lixo doméstico; 39% descartam óleo de cozinha usado na pia e 17% guardam lixo eletrônico em casa.

Segundo a pesquisa, os entrevistados relacionam o termo “meio ambiente” a  questões que se manifestam perto de suas casas, como problemas na coleta de lixo e falta de áreas verdes. Dos entrevistados, 40% acham que limpeza pública é o principal problema ambiental nas suas cidades ou bairros e, em segundo lugar, a falta de áreas verdes, com 9% das respostas.

A maioria (61%) atribui a responsabilidade da preservação ambiental a órgãos públicos (prefeitura e governo). Só 18% responderam que o meio ambiente é responsabilidade também do indivíduo.

Terceirizando responsabilidades

Outro dado interessante é que os brasileiros apostam na próxima geração para solidificar uma sociedade mais atuante em prol do meio ambiente. Entre os entrevistados, 63% dizem que a escola é o local mais apropriado para a construção da consciência ambiental, seguido de comunidades (58%) e igrejas (43%).

Segundo Camila Melo, gerente de Mobilização Comunitária do Akatu, essas projeções dos problemas atuais para o futuro, atribuindo às crianças e às escolas a responsabilidade da degradação ambiental revela uma omissão da sociedade como um todo. “A sociedade inteira precisa se mobilizar para a questão, que é atual e urgente. As escolas e as crianças devem ser vistas como parte de um processo mais amplo, bem maior”, defende.

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Clique aqui para ver a pesquisa completa.

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