Portal Moda Sem Crise aborda empreendedorismo, consumo consciente e empoderamento feminino

Projeto nasceu inspirado pelas ideias de consumo consciente divulgadas pelo Instituto Akatu. Conheça essa história aqui

A jornalista Marcela Fonseca foi sensibilizada pelo Akatu quando ainda era adolescente – Crédito da foto: Aline Elen

 

Reportagem especial para o Akatu

O Instituto Akatu plantou uma semente na cabeça de Marcela Fonseca no ano de 2001, quando ela ainda era uma adolescente. “Estava na escola, quando recebemos a visita do Instituto Akatu. O tema da aula era sobre a escassez de recursos do planeta. Fiquei impressionada com os dados alarmantes”, conta ela. Até hoje, Marcela se lembra da frase dita por uma das integrantes do Akatu: “Estamos no limite! Muito em breve, o consumo será maior do que a Terra será capaz de suportar”.

A visita do Akatu na escola de Marcela contribuiu para definir os passos profissionais de Marcela, que decidiu estudar jornalismo e, assim, batalhar para um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. “Já sabia desde a infância que seria jornalista. E essa inquietação que a visita do Akatu trouxe sempre contribuiu para que procurasse fazer da minha profissão algo capaz de colaborar para um mundo mais justo”, disse. Depois de formada, em 2015, junto com uma amiga jornalista, Edilene Ribeiro, teve a ideia de criar uma plataforma de conteúdo jornalístico, de produção independente, sobre moda, beleza e comportamento, focados em consumo consciente. Em janeiro de 2016, entrou no ar o portal Moda Sem Crise (MSC).

A ideia do MSC é propagar informações sobre diferentes processos de produção, venda e de consumo da moda, levando sempre em consideração a importância da responsabilidade e ética em todas as fases de execução de uma peça de roupa ou qualquer produto, desde a sua concepção até o descarte.

Outro tema central do Moda Sem Crise é o empreendedorismo. Há conteúdos sobre o trabalho de novos talentos e criativos negócios de moda. “Queremos contribuir indicando caminhos para quem está criando”, explica Marcela. Ela também destaca como pauta relevante do portal o empoderamento feminino, sem qualquer segregação ou preconceito. “Em 2016, lançamos a campanha #SouLindaAssim, uma ação nas redes sociais para valorizar a autoestima e o amor próprio de mulheres, que querem melhorar sua relação com seu corpo e seu guarda-roupa. Nossa ideia agora é retomar a campanha em 2018”.

Ensaio do projeto Moda Sem Crise, para empoderamos feminino. Crédito da foto: Edson Lopes Jr.

 

No começo deste ano, a plataforma passou por uma reformulação e está de cara nova desde o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. O portal está mais dinâmico, com novas seções e novos conteúdos, sempre focados em consumo consciente.

O Moda Sem Crise não se restringiu ao mundo virtual. Já fez uma visita a alunos do Ensino Médio de uma escola estadual em Santo André (SP), em setembro do ano passado. Seguindo o exemplo do Akatu, Marcela e sua equipe foram conversar com os estudantes sobre consumo responsável e consciente na moda, autoestima e amor próprio. “Foi uma experiência incrível. Agora pretendemos visitar mais escolas da rede pública neste ano”, prevê a jornalista.

O Moda Sem Crise também participou de eventos, como o Fashion Revolution Week e a Primeira Semana Brasileira de Moda Sustentável (BEFW), ambos promovidos pela Fashion Revolution Brasil. Também realizou duas edições da Feira Join Makers, em conjunto com o Instituto Brasileiro de Moda (IBModa), na capital paulista – ação dedicada ao empreendedorismo social e sustentável.

Consumo consciente de vestuário

A iniciativa Moda Sem Crise contribui para a causa do consumo consciente porque sensibiliza os consumidores para a importância de valorizar e promover uma indústria de moda que valoriza e respeita as pessoas, preserva o meio ambiente, promove criatividade e inovação e distribui riquezas em medidas mais justas.

É importante lembrar que todas as roupas têm um impacto no meio ambiente, pois a produção têxtil requer uso do solo no cultivo de algodão, água, energia elétrica, além de tratamentos químicos nocivos, sem contar o trabalho humano em si e os gastos de logística. Hoje já consumimos e descartamos 50% mais recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar e absorver. Por isso, é importante haver uma produção mais responsável e um consumo mais consciente. Os consumidores podem colaborar por meio de mudanças em suas práticas cotidianas. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir os impactos negativos e as consequências ruins para suas vidas e para todo o planeta.

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