Pesquisa Akatu: acadêmicos respondem perguntas do público sobre o estudo

Mais de 200 pessoas estiveram presentes no evento de lançamento da pesquisa e participou com o envio de perguntas aos pesquisadores envolvidos no estudo

Da esquerda para a direita, Helio Mattar (Akatu), Aron Belinky (FGV), Karla Mendes (Quantas), Sofia Ferraz (ESPM e FEA/USP) e Kavita Hamza (FEA/USP), em debate no lançamento da Pesquisa Akatu 2018 – Foto: Douglas Matsumoto/Yantra Imagens

 

O público presente no evento de lançamento da Pesquisa Akatu 2018 fez perguntas ao grupo de acadêmicos envolvidos no estudo, no dia 25 de julho no Sesc Consolação, em São Paulo.

Aron Belinky, coordenador do programa de Produção e Consumo Sustentáveis do FGVces, Kavita Miadaira, professora doutora da FEA/USP, Karla Mendes, diretora de pesquisa da Quantas (empresa de pesquisa) e Sofia Ferraz, professora doutora da ESPM e da FGV debateram as principais conclusões da pesquisa e responderam às perguntas da plateia, mediados por Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

A “Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações” está em sua quinta edição e investiga a evolução do grau de consciência dos brasileiros no comportamento de consumo, além de indicar os principais desafios, motivações e barreiras à prática do consumo consciente.

A primeira pergunta feita à mesa questionou os agentes para uma sociedade sustentável, perguntando aos debatedores se apenas o consumo consciente seria suficiente para atingir esse objetivo.

A resposta foi do professor Aron Belinky que disse que existem muitos responsáveis para que o caminho da sustentabilidade seja trilhado. “A solução vem de uma composição entre as tecnologias de promoção da sustentabilidade, das estruturas públicas, da educação, do governo e das políticas públicas e, claro, das decisões individuais de cada um”. Ele também destacou que as pessoas precisam se educar a respeito da percepção de preço e que não são os produtos sustentáveis que são caros, mas os insustentáveis que são muito baratos.

A pergunta seguinte indagou os acadêmicos a respeito do que ainda pode ser feito na educação formal para deixar os jovens mais engajados no consumo consciente. A pesquisadora Karla ressaltou, novamente, a necessidade de informar e informar melhor os consumidores. “A percepção do desembolso somente no momento da compra está distorcida. A maioria dos consumidores acham esses produtos caros à primeira vista, mas podemos ter uma economia em longo prazo quando optamos por um produto sustentável e isso faz parte da informação que a empresa deve oferecer. Precisamos facilitar a vida das pessoas para que a falta de informação deixe de ser uma barreira para a prática do consumo consciente”.

Helio Mattar reforçou a atuação do Akatu, por meio do Edukatu, na questão da educação e complementou: “existe uma necessidade de educação de sustentabilidade em matérias especificas nas escolas e isso complementa o que existe com respeito à educação ambiental. É por isso que muitas vezes as crianças voltam da escola dizendo para seus pais fecharem a torneira em casa, elas associam uma coisa à outra e são grandes agentes de mudança que influenciam as práticas em casa. É essencial levar as crianças e os adolescentes a mudarem seus valores”, afirmou.

Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu

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