Pesquisa Akatu 2018: consumidores valorizam empresas que cuidam das pessoas

Entre as principais causas que mobilizam os consumidores estão a atuação das empresas no combate ao trabalho infantil e na contribuição para o bem-estar da comunidade.

Arte: Ale Kalko

 

Os consumidores brasileiros valorizam as empresas que cuidam das pessoas. Esta é uma das conclusões da Pesquisa Akatu 2018 – Panorama do Consumo Consciente no Brasil: desafios, barreiras e motivações, lançada no dia 25 de julho, em evento no Sesc Consolação, em São Paulo.

A pesquisa mostrou que, entre as oito principais causas que mais mobilizam o consumidor a comprar um produto de determinada marca, cinco estão ligadas ao cuidado com pessoas. Em primeiro lugar está a atuação das empresas no combate ao trabalho infantil (para 45% dos consumidores). O segundo lugar é ocupado pelo tratamento dos funcionários, que deve ser feito da mesma forma, independentemente de raça, religião, sexo, identidade de gênero ou orientação sexual (43%). Os três itens seguintes revelados pelo estudo são: investir em programas de contratação de pessoas com deficiência (38%); contribuir para o bem-estar da comunidade onde está localizada (38%); e oferecer boas condições de trabalho (36%).

A pesquisa também apontou que existe uma força maior na direção do consumidor se desmobilizar em relação a uma compra do que na de se mobilizar. Por isso, provocar problemas de saúde ou ferimentos (para 64% dos consumidores) e denúncia de concorrência desleal (59%) são os principais detonadores de reputação de uma empresa.

Credibilidade das empresas

“Quanto você acredita que as empresas fazem o que divulgam em termos de responsabilidade social e ambiental?”, foi uma das perguntas feitas aos entrevistados da Pesquisa Akatu 2018. Em tempos de fakenews, de notícias falsas, a credibilidade da fonte da informação é tão relevante quanto a da empresa que divulga suas ações. Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros confiam na informação dependendo de qual é a empresa envolvida. Já 31% dizem que depende de onde viram a notícia para acreditar ou não na mesma. É interessante ressaltar que foi neste último quesito a principal variação em relação ao resultado de pesquisa feita há 6 anos, visto que saiu de 12% para 31% dos consumidores os que afirmam que confiarão na informação “dependendo da fonte da notícia”. Claramente, é o efeito das redes sociais que, há 6 anos, não tinham tanta relevância, e que hoje definem os grupos de pertencimento e portanto de confiança.

O estudo revelou também resultados segmentados por regiões do país. No Sudeste, a origem da informação é um pouco mais importante do que nas outras regiões, com 32%. Já nas outras regiões, tem maior peso para a credibilidade qual é a empresa que está informando: Sul (44%), Nordeste (42%), Norte/Centro-Oeste (35%).

Outro dado relevante apontado na pesquisa: 59% dos consumidores acreditam que as empresas deveriam fazer mais do que está nas leis para trazer mais benefícios para a sociedade. E quanto maior a consciência, mais o consumidor deseja isso. Entre os indiferentes, a porcentagem é de 58%, já no caso dos mais conscientes, chega a 66%. Comparando as regiões, a Norte e a Centro-Oeste são as que maior percentual de consumidores esperam benefícios das empresas: 68%. Já a região Sul é a que tem menor percentual de consumidores com expectativa em relação às ações empresariais: 44%.

Clique aqui para acessar a apresentação da Pesquisa Akatu 2018.

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