Pesquisa: 1 em cada 5 brasileiros já ouviu falar de consumo colaborativo ou compartilhado

Conceito não é novidade para uma parte significativa dos consumidores, mas a prática ainda é restrita, revela estudo              …

Conceito não é novidade para uma parte significativa dos consumidores, mas a prática ainda é restrita, revela estudo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: estação de bike compartilhadas em Toronto, no Canadá – Crédito: Creative Commons/Sierra Michels Slettvet

 

Uma pesquisa da Market Analysis revelou que um em cada cinco brasileiros já ouviu falar ou leu alguma coisa a respeito do consumo colaborativo ou compartilhado (20%), proporção que dobra entre as pessoas no topo da pirâmide socioeconômica e de alta escolaridade (42% na classe A).

Trocar, emprestar e alugar produtos e adquirir produtos usados não são práticas novas. Mas o crescimento da internet e o fortalecimento de redes sociais potencializaram o consumo colaborativo ou compartilhado, que coloca a ênfase não na posse e propriedade de bens, mas no acesso a produtos e serviços que são trocados, alugados, compartilhados, emprestados ou até mesmo doados por outros consumidores.

Cidades pioneiras no compartilhamento de carros como Recife exibem nada menos que metade da sua população adulta (50%) já familiarizada com essa modalidade de consumo. A região sudeste, maior mercado consumidor do país, apresenta índices de conhecimento abaixo da média nacional para as cidades consultadas: 17% em Belo Horizonte, 15% em São Paulo, e 14% no Rio de Janeiro.

O estudo da Market Analysis revelou a principal associação de marca ao consumo colaborativo é com o Banco Itaú, líder no ranking de empresas espontaneamente vinculadas com essa nova economia com 16% das menções, em grande medida fruto da visibilidade da marca no programa de uso compartilhado de bicicletas. Em segundo lugar ficou a empresa OLX, com seus sites de classificados gratuitos para troca ou revenda de bens usados em algumas categorias, com 10% das menções.

Do total de familiarizados com o conceito, mais de um terço (36%) praticaram alguma forma de consumo colaborativo nos últimos 12 meses, o que totaliza uma incidência líquida de 7% entre a população geral. A troca ou venda de produtos usados é a prática mais comum (73%), seguida de longe pelo aluguel ou empréstimo de bens (15%), aluguel de carro ou carona (13%), contratação coletiva de serviços (12%) e engajamento em hospedagem solidária ou paga (8%).

Ao especular com o tipo de serviços e produtos próprios do consumo colaborativo que despertariam maior interesse no curto prazo, os brasileiros privilegiam o compartilhamento de caronas, livros, serviços em geral, e hospedagem. A alternativa de dividir, alugar ou comprar roupas e brinquedos usados divide opiniões, com pouco mais da metade dos consumidores declarando ser pouco ou nada provável que busquem esse tipo de serviço ou produto.

A pesquisa O Consumo Colaborativo e o Consumidor Brasileiro foi realizada pela Market Analysis com 905 adultos (entre 18 e 69 anos), pertencentes a todas as classes socioeconômicas e grupos etários, nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Manaus, Belém, Brasília e Goiânia. As entrevistas foram realizadas entre os dias 18 de janeiro e 12 de fevereiro de 2015.

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