Os alimentos florescem no deserto

Os membros mais jovens estão sendo preparados para compreender e reformular o sistema de produção de alimentos que eles herdaram

A fronteira Texas-México, uma terra antes abençoada com boa água e com um sistema tradicional de irrigação, capaz de produzir alimentos suficientes para sustentar toda a população local, sofre atualmente um processo de progressiva desertificação.

A água é comprada e vendida como petróleo, com lavouras dominantes de algodão, alfafa, chili, cebolas e pecans, altamente absorventes de água, aliadas à criação de milhares de cabeças de gado poluindo terra, ar e água. O fast-food domina e o alimento local é raro, causando altos indices de obesidade.

Por outro lado, está em curso uma experiência,  La Semilla Food Center, onde um grupo de pessoas  está empenhado em transformar a região de Paso del Norte em uma área saudável, justa e com um sistema sustentável de produção de alimentos.

La Semilla tem foco nas crianças, através do programa Raíces de Tradición y Salud, que ensina como respeitar os alimentos da região, plantá-los e cozinhá-los.

Em colaboração com Colonias Development Council, o grupo criou também o “Youth Food Policy Council”, um conselho local que reúne semanalmente crianças das colônias e outras comunidades para discutir questões ligadas aos alimentos, incluindo processos de embalagem, transporte, direitos dos produtores, mercados etc. As crianças estão aprendendo quais são as barreiras ao alimento saudável, barato e local, e pensando nas formas de derrubá-las. Assim, os membros mais jovens da comunidade estão sendo preparados para compreender e reformular o sistema de produção de alimentos que eles herdaram.

“La Semilla Youth Farm” será uma fazenda de 15 acres que irá ensinar às crianças conceitos de sustentabilidade, técnicas de plantio em terras áridas, permacultura e a história do cultivo de alimentos no deserto. Esta terra será um símbolo – e logo também um exemplo tangível – para as próximas gerações.

 

Artigo publicado originalmente na seção Opinion Today do jornal The New York Times, de 26 de outubro de 2011.

Resumo e tradução para o português de Cristina Nascimento.

 

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