Organizações e empresas de sustentabilidade se unem para conseguir domínio “.eco” na internet

Instituto Akatu faz parte da coalizão “Dot Eco” com mais de 40 instituições de vários países para que o uso do domínio na internet seja um domínio comunitário

Crédito: Divulgação

 

Uma coalizão de empresas e organizações está empenhada em obter a responsabilidade pelo uso do  domínio “.eco”  junto à ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) – Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números, responsável pelo registro dos domínios na internet.

Nomeada como “Dot Eco”, a iniciativa é liderada pela empresa canadense Big Room, que reuniu mais de 40 instituições de vários países dedicadas ao meio ambiente e à sustentabilidade, com o objetivo obter o “.eco” como domínio comunitário, evitando que haja um leilão público desse domínio.

Se a coalizão liderada pela Big Room obtiver da ICANN o controle do domínio “.eco”, qualquer empresa, organização ou instituição só poderá utilizar esse domínio se atender às regras da comunidade “.eco” estabelecidas na proposta de domínio comunitário submetida à ICANN. Dessa forma, seria possível garantir que o uso do domínio “.eco” por uma empresa ou organização informe que existe um comprometimento real com a causa do meio ambiente e da sustentabilidade, evitando assim o “greenwashing” – ações de comunicação que identificam uma empresa ou organização com as práticas de sustentabilidade quando isso não acontece de fato.

O Instituto Akatu integra o conselho do .ECO, onde estão outras organizações como a WWF International, a Green Cross International e o Greenpeace. Já na lista dos parceiros da iniciativa estão presentes o Instituto Ethos, o Ecotrust, o Ocean Conservancy, o CSCP – UNEP Wuppertal Institute Collaborating Centre on Sustainable Consumption and Production, o UNEP – United Nations Environmental Program (PNUMA), a IUCN – International Union for Conservation of Nature, o Global Compact da United Nations, o GRI – Glogal Report Iniative – , entre outros. Para integrar a coalisão .ECO, as instituições devem preencher um formulário no site.

“É fundamental garantir que este domínio tenha credibilidade e reflita de fato os valores e prioridades daqueles que se empenham pelo meio ambiente e sustentabilidade”, diz Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu e um dos dois vice chairmen do Conselho Comunitário do .ECO, o outro sendo o representante da WWF International. Durante quase quatro anos o conselho trabalhou na estruturação da proposta a ser submetida à ICANN, incluindo a produção das regras que garantirão que o domínio trabalhe a favor da causa ambiental e da sustentabilidade.

Três outros grupos estão competindo pelo domínio .eco: dois grupos da indústria de domínios – empresas que comercializam os registros mundialmente – e o Planet Dot Eco, plataforma de serviços e informações para a sustentabilidade que oferece também registros de domínio.

Com o argumento de que o domínio .eco deve ser comunitário e funcionar por uma “causa maior”, a Big Room espera convencer a ICANN a não levar o domínio a um leilão público, que poderá levar à perda da oportunidade do domínio .eco exigir o comprometimento com a causa do meio ambiente e da sustentabilidade, tornando-se mais um domínio como o “.com” e o “.org” que não exigem qualquer tipo de compromisso de seu usuário. Por outro lado, uma única solicitação de domínio comunitário foi atendida até hoje pela ICANN, a do domínio “.hotel”.

O apoio de entidades que estão de fato comprometidas com o o meio ambiente e a sustentabilidade será decisivo para que a decisão da ICANN, que deverá anunciada em fim de julho, seja favorável ao .eco como domínio comunitário.

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