Organização ambiental TNC lança o Movimento Água para São Paulo

A ideia da campanha é articular setores público e privado para implementar ações viáveis de conservação das bacias hidrográficas que abastecem a Grande São Paulo

Crédito: Divulgação / TNC

 

A Grande São Paulo – com uma população de quase 20 milhões de pessoas –  tem uma demanda de água, hoje, 4% maior do que há disponível nos reservatórios que a abastece. E eles estão cada vez mais escassos. Hoje  (22/08), o nível do Sistema Cantareira atingiu a marca de 12,3%, e o do Alto Tietê, 17,3%. Mais grave ainda: se nenhuma ação for tomada, em 2025 – com o aumento do número de habitantes projetado em 7% (ou 0,97% ao ano) –, este déficit poderá ser quase cinco vezes maior, podendo seus moradores e indústrias virem a sofrer as consequências da falta desse recurso vital.

Para atacar de frente esse problema gravíssimo, a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) lançou o Movimento Água para São Paulo.  A ideia é criar uma coalizão de atores-chave – como setores público e privado, e sociedade civil organizada – para equacionar o desequilíbrio hídrico, a partir da restauração das áreas desmatadas e da conservação das matas existentes no entorno dos rios e reservatórios da região. A missão dessa campanha é conservar e restaurar as áreas críticas para a produção de água, da qual as pessoas e empresas da região metropolitana de São Paulo dependem.

A TNC já teve uma primeira experiência bem-sucedida na cidade de Extrema, município mineiro localizado na divisa com São Paulo e um dos mais importantes fornecedores de água para o sistema Cantareira. Por meio de um projeto-piloto, que teve várias parcerias, foi possível restaurar e conservar 1.750 hectares de florestas. Isso beneficiou sistema de água local.

Em 10 anos, a expectativa é que Movimento Água para São Paulo possa…
• reduzir em 50% o aporte de sedimentos nos dois principais sistemas hídricos de São Paulo: o Sistema Cantareira e o Alto Tietê;
• restaurar 12 mil hectares de Mata Atlântica em áreas prioritárias para a produção de água;
• conservar 150 mil hectares de remanescentes de floresta;
• melhorar as práticas agrícolas adotadas em 2.500 hectares de área produtiva;
• reduzir em 15 % o custo de tratamento de água nos Sistemas Cantareira/Alto Tietê;
• capacitar 15 governos municipais em projetos de conservação de mananciais;
• direcionar 10% do volume total arrecadado pelo Comitê de Bacias do PCJ e 50% no Alto Tietê para ações de infraestrutura verde.

O Instituto Akatu defende a adoção de um modelo de consumo e de produção mais consciente, que permita a renovação de recursos, inclusive os hídricos, de forma sustentável. Assim, é importante que todos tenham o conhecimento de que o consumo de cada um, mesmo individualmente, em pequenos ou grandes grupos, e iniciativas de preservação da natureza, provocam impactos significativos nos indivíduos, na sociedade, na economia e no meio ambiente.

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