ONU estima que quase 21 milhões de pessoas são mantidas como escravos modernos

Hoje, Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, o secretário-geral da ONU disse que todos devem se unir para erradicar todas as formas contemporâneas de escravidão

Trabalhadores rurais. Crédito: Creative commons/Biblioteca de Arte / Fundação Calouste Gulbenkian

 

Comentário Akatu:  a existência da escravidão é algo absolutamente ultrajante. Todo consumidor deve conhecer a história dos produtos que consome, para se certificar de que sua produção não envolve atividades injustas e irresponsáveis, como exploração de trabalho escravo, infantil ou devastação ambiental, por exemplo.

 

Pelo menos 20,9 milhões de pessoas – principalmente mulheres e meninas –, no mundo são afetadas pelas diversas formas contemporâneas de escravidão, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas. A pobreza, os conflitos, a violência e a falta de acesso à educação, ao trabalho decente e de oportunidades para o empoderamento socioeconômico são considerados os principais fatores subjacentes à escravidão, segundo a organização.

A ONU celebra hoje (2) o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura. Em nota, o secretário-geral, Ban Ki-moon, declarou que a cada dia “mulheres são traficadas” e “meninas forçadas a casar, abusadas sexualmente e exploradas para trabalhos domésticos”. Ele lembrou que “homens, separados de suas famílias, são mantidos presos em fábricas clandestinas”.

O secretário-geral disse que governos, a sociedade civil e o setor privado devem se unir para erradicar todas as formas contemporâneas de escravidão, incluindo o trabalho forçado. Ele apelou para que os Estados-Membros “ratifiquem e implementem os instrumentos relevantes de direito internacional, em particular o novo protocolo elaborado pela Organização Internacional do Trabalho, que foi concebido para fortalecer os esforços globais para eliminar o trabalho forçado”.

 

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