ONU alerta que ondas de calor podem continuar matando milhares de pessoas

Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres pediu que sejam tomadas medidas para reduzir mortalidade causada pelo fenômeno

Seca na colheita de arroz, na Índia. Crédito: Creative commons/CIAT

 

Comentário Akatu: a taxa de aumento da temperatura vem crescendo nos últimos anos. A crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a principal responsável por essa tendência, sinalizando a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Entre as várias fontes de emissão de gases de efeito estufa estão o uso da terra, o desmatamento, a agropecuária, a indústria, o setor de energia e a queima de combustíveis fósseis. Os consumidores também são parte da origem do problema, e também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta, mostradas na reportagem abaixo.

 

O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, Unisdr, alertou, no dia 28 de julho, para o possível aumento de mortes causadas por ondas de calor devido à mudança climática. A agência pediu que sejam tomadas medidas para reduzir a mortalidade causada pelo fenômeno.

Temperatura recorde
O alerta veio poucos dias após a Organização Meteorológica Mundial, OMM, anunciar que as temperaturas globais para os primeiros seis meses do ano chegaram a novas altas, colocando 2016 no caminho para ser o ano mais quente já registrado. A agência também ressaltou a temperatura de 54º Celsius no Kuwait na semana passada.

Ondas de Calor
O representante especial do secretário-geral para a redução do risco de desastres, Robert Glasser, afirmou que milhões de pessoas em todo o mundo deveriam estar recebendo alertas sobre ondas de calor para que não se repitam as milhares de mortes causadas pelo fenômeno, principalmente na Ásia e na Europa no ano passado.

Entre 2005 e 2015, uma média de 25 grandes ondas de calor foi registrada a cada ano, resultando em cerca de 7,2 mil mortes anuais. Em 2015, o ano mais quente já registrado, foram informadas cerca de 3,2 mil mortes na França, 2,2 mil na Índia e 1,2 mil no Paquistão.

Mudança Climática
Glasser ressaltou que a mudança climática está ampliando o impacto de diversos episódios de temperaturas extremas.

Ele destacou a necessidade de uma gestão do risco de desastres com ênfase no calor extremo para reduzir a mortalidade causada por este fenômeno.

O representante do secretário-geral pediu mais ação para garantir que pessoas carentes, incluindo refugiados, crianças, idosos e pessoas com deficiência tenham acesso a avisos com bastante antecedência.

Glasser ressaltou ser preciso que elas também tenham acesso à água, abrigo adequado e proteção do calor e do sol.

O tema do Dia Internacional para a Redução de Desastres, em 13 de outubro, é reduzir mortalidade.

 

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