O segredo de um armário de roupas organizado é guardar nele só o que cabe

Veja as dicas para guardar suas roupas e acessórios de forma a facilitar seu dia a dia e fazer um bom uso das peças

 Crédito de foto: Rubbermaid/Creative Commons

 

Não importa o tipo de roupa ou o acessório estejamos falando – tampouco se o armário é dele, dela, do casal ou das crianças: tudo fica mais seguro e acessível quando guardado da maneira certa. E para isso, a grande dica é manter no armário só o que ele pode comportar. Segundo a organizadora pessoal Ingrid Lisboa, todo trabalho de organização têm dois objetivos: deixar tudo à mão – “porque se a gente não enxerga, a gente não usa”, alerta a especialista – e manter as coisas em bom estado até o dia em que você ainda quiser usá-las. Em resumo: organizar é também fazer durar mais.

Para peças menores, como meias e roupas íntimas, e acessórios em geral (cintos, relógios, joias), um bom recurso são os chamados organizadores de gaveta, que oferecem diferentes compartimentos e evitam “sumiços” e danificações antes do tempo. Sabe aquele pé de meia que você nunca mais encontrou ou aquele sutiã que você só conseguiu usar uma vez porque ele acabou se deformando na gaveta? “É inegável que esses organizadores ajudam tanto a otimizar os espaços, o que faz com que a gente enxergue melhor o que tem, quanto a conservar as peças”, recomenda Ingrid. Mas é importante escolher bem o tipo de material desses compartimentos. E nesse jogo valem até caixas de papelão, desde que elas tenham “respiros”, ou seja, furinhos que deixem o ar entrar. “Às vezes você economiza pagando menos, mas compra algo que não é adequado para guardar o que você deseja”, lembra a especialista. “Ainda mais porque estamos falando em evitar desperdícios.”

Roupas de cama e de banho também merecem cuidados – simples, mas fundamentais para a conservação. O melhor jeito de guardá-las é agrupar por jogos em vez de modelos avulsos. A saída é não separar os lençóis de elástico das fronhas e dos lençóis usados por cima. “Isso vai fazer com que você não use o jogo, ‘gastando’ mais umas peças do que as outras”, ensina Ingrid. O ideal é reunir o lençol de elástico e as fronhas, e envolver tudo com o lençol de cima, facilitando o uso combinado das peças. Mas se algumas delas sobrarem pelo caminho, aqui vai mais uma dica: comprar peças avulsas brancas para compor com as do jogo que ainda estão em bom estado. Até o bolso agradece.

Dia sim, dia não

No caso dos jeans do dia a dia, é possível guardá-los dobrados em prateleiras, o que facilita a visualização, ou em cabides individuais, onde eles também ficam mais fáceis de serem identificados. “O ponto principal é que eles fiquem visíveis”, avisa Ingrid. “Se você vai dobrar ou pendurar não importa tanto, porque no caso dos jeans nenhum desses dois jeitos estraga as peças”. Se dobrados, a forma de encontrá-los mais facilmente é mantê-los em prateleiras, já que a gaveta sempre acaba deixando algumas peças fora do alcance da visão. Para as roupas de uso menos frequente, evite guarda-las em capas de plásticos, como aquelas usadas em lavanderias. O material retém calor, favorecendo o surgimento de mofo. O ideal são os modelos feitos de tecidos respiráveis, como o TNT ou o algodão cru. Mas sempre com uma parte em plástico que possibilite a visualização. Já no caso de malhas e tricôs – geralmente usados apenas em alguns meses do ano – a “regra” é simples: não pendurá-los. “A maioria estica quando vai para o cabide, impossibilitando o uso”, alerta a organizadora. Prefira dobrá-los e também mantê-los em prateleiras. Em último caso, apele para as gavetas, mas cuidado para não enchê-las até borda, evitando que o ato de abrir e fechar desfie e danifique as peças.

Sapatos e bolsas
Se a ideia for manter os calçados em suas caixas originais, vale lembrar dos já citados “respiros”. “Faça uns furinhos nelas para o sapato ‘respirar’”, recomenda Ingrid. “Senão ele vai mofar.” Já as bolsas ficam mais visíveis quando colocadas em prateleiras. Claro que nem sempre é possível reservar tais espaços especificamente para esse fim, mas lembre-se que o risco aqui é esquecê-las no fundo do armário. Por isso, se a coleção é grande, e houver a possibilidade, pense em incluir no projeto do armário prateleiras só para guarda-las. Não deu? Tudo bem, nem tudo está perdido: dá para adaptar e usar outros espaços – como os maleiros, por exemplo. Mas, independentemente do local onde for guardar, o recomendável é deixá-las de pé, preenchidas com plástico-bolha ou papel de seda. “Assim, elas ganham estrutura e não se deformam”, ensina Ingrid, lembrando que gavetas maiores e mais profundas também são boas opções.

Para eles
Mesmo nem sempre possuindo um armário tão diversificado como o das mulheres, os homens também podem cair na armadilha do desperdício de peças próprias de seu vestuário – como camisas sociais e ternos, por exemplo. Mas evitar esse processo é simples: as camisas devem sempre ficar penduradas em cabides com o mínimo de peças possível (tanto pela conservação quanto para facilitar a visualização). Já os ternos também devem ficar longe das capas de plástico. E com um cuidado extra: os cabides que sustentam os jogos de paletó e calça devem ser adequados para esse tipo de roupa. Opte pelas versões mais largas nas laterais, adequadas ao corte do terno masculino. “Geralmente, a gente perde essas peças ou porque elas ficaram guardadas no plástico ou porque se desestruturaram no cabide, que não aguentou o peso delas”, finaliza Ingrid.

Mas se mesmo assim faltar espaço, que tal aproveitar o momento da organização para se desfazer daquilo que não serve mais – doando ou mesmo vendendo algumas peças?

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