Banco da Água chega ao Rio de Janeiro

Fluminenses poderão transformar litros economizados em descontos ao diminuir o consumo de água em casa

Na semana do Dia Mundial da Água foi inaugurado no estado do Rio o Banco Cyan, que oferece descontos na compra de produtos para quem economizar ou mesmo mantiver estável o consumo residencial de água. O banco, criado em 2011 a partir do “Movimento CYAN – Quem vê água enxerga seu valor”, é uma iniciativa da Ambev em conjunto com concessionárias de tratamento de água e esgoto nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Agora chega a 65 municípios fluminenses através da parceria com a CEDAE – Companhia Estadual de Águas e Esgotos.

De acordo com a Ambev, desde o lançamento da iniciativa, já foram economizados em São Paulo e Minas quase 80 milhões de litros de água por incentivo do Movimento – quantidade suficiente para abastecer 15 mil pessoas por um mês! No Rio de Janeiro, o Banco Cyan estará disponível para mais de 10 milhões de pessoas, que poderão se cadastrar através do site do banco e calcular automaticamente sua meta de redução de consumo de água, ganhando pontos que podem ser convertidos em descontos em sites, serviços e lojas.

Ao acumular pontos, o titular da conta pode se enquadrar em quatro categorias diferentes de benefícios, de acordo com a redução atingida. Os descontos variam de 3% até 50%, e podem ser usados na compra de CDs, móveis, eletrodomésticos e até para adquirir assinaturas de revistas e alugar de filmes. Segundo Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da Ambev, os pontos funcionam como um programa de milhagem, só que ao invés de premiar o consumo, quem participa do banco é recompensado pelo que deixa de consumir em água, podendo investir esse valor em produtos ou serviços dentro de sua real necessidade.

Não é por acaso que a questão da água motivou a criação de um “banco”.  Entre os anos de 1900 e 2000, o uso total da água no planeta aumentou dez vezes (de 500 km³/ano para aproximadamente 5.000 km³/ano), enquanto a população aumentou pouco mais de 3,5 vezes, de 1,65 bilhão para 6 bilhões de pessoas em 2000. Hoje, menos de 1% da água doce do planeta está acessível para consumo. Ainda assim, essa quantidade é suficiente para abastecer o planeta, desde que o padrão de uso seja baseado no consumo consciente, limitando-se ao que é realmente necessário para cada atividade. Se mantivermos nossos padrões atuais de consumo, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas (o equivalente a nove Brasis) estarão vivendo em países com escassez de água e dois terços da população mundial poderão estar em áreas de absoluto estresse hídrico.

Quem consome água conscientemente, além de escolher melhor o que fazer com o próprio dinheiro como propõe o Banco Cyan, também colabora para a conservação desse recurso natural indispensável para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Veja o teaser do Banco Cyan.

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