A partir de abril, carros vendidos no Brasil terão selo de eficiência energética

A etiqueta de consumo favorece a escolha consciente e é semelhante à dos eletrodomésticos

Consumidores brasileiros terão, a partir de 15 de abril, um parâmetro oficial para avaliar a economia dos automóveis da mesma categoria no consumo de combustível. É que os carros vendidos aqui vão trazer no vidro dianteiro um selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A etiqueta é igual à já usada em aparelhos como geladeiras, máquinas de lavar e ar condicionado. A nova etiqueta vai permitir que o consumidor compare, antes da compra, o gasto de combustível do veículo. A classificação vai de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente). “São considerados mais eficientes os automóveis que, nas mesmas condições, gastam menos energia em relação a seus pares e, portanto, consomem menos combustível”, informa o comunicado do Inmetro.

No caso dos modelos compactos, por exemplo, o motorista que escolher um carro com a classificação “A” poupará cerca de R$ 611,87 nos gastos de combustível em um ano quando comparado ao proprietário de um veículo com nota “E”. O cálculo do Inmetro considera 40 km rodados por dia na cidade.

O uso das etiquetas agora é obrigatório para as montadoras que integrarem o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro. Atualmente, são oito montadoras participantes (Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen), totalizando 157 versões de 105 modelos, que correspondem a 55% do volume de vendas do mercado brasileiro.

“É uma boa notícia para o consumidor consciente, que, ao escolher um carro com nota ‘A’, economiza no bolso, no consumo de energia do carro e na emissão de poluentes decorrentes da queima de combustível”, diz Ana Wilheim, diretora executiva do Instituto Akatu.

Segundo a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), devido ao uso excessivo de meios individuais e motorizados de transporte, hoje 90% do espaço viário das cidades é usado para transportar apenas 20% das pessoas. Segundo a Universidade de São Paulo, cerca de 3.000 pessoas morrem por ano na cidade devido a complicações de saúde decorrentes da poluição.

Por isso, Wilheim alerta: “Não basta que tenhamos carros mais eficientes. Pelo bem comum, ou seja, pela melhoria de qualidade de vida nas cidades, é fundamental a redução do uso do transporte individual e a diversificação de alternativas de transporte compartilhado. Mesmo com carros mais eficientes, o consumidor pode escolher utilizá-los apenas quando necessário, optando por alternativas como caminhar, andar de bicicleta, usar transporte coletivo e mesmo fazer uso de sistemas de carona sempre que for possível”.

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