O Berimbau da esperteza toca para longe a pobreza

Programa Berimbau, da Costa do Sauípe e Fundação Banco do Brasil, é exemplo bem-sucedido de compromisso com a comunidade local

Criado para ser um grande centro de hospedagem e lazer, o Costa do Sauípe reúne hotéis, pousadas, flats, restaurantes e lojas. Para esse empreendimento hoteleiro são atraídos turistas do mundo todo, à procura do conforto, do lazer e, principalmente, das praias privilegiadas do litoral nordestino. Por si, o projeto já incentiva várias outras atividades econômicas. E como não poderia deixar de ser, esse projeto já cumpre bem uma função social, ao empregar em seus quadros mão-de-obra local. Mas ainda assim, a carência das vilas vizinhas não deixa de representar um desafio ao exercício da responsabilidade social.

Portanto, para obter a esperada sustentabilidade é preciso incorporar os produtos e serviços das comunidades circunvizinhas, como o artesanato e o pescado, sem descuidar da questão ambiental. Por isso, a parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Sauípe S/A criou o Berimbau, Programa Social Auto-Sustentável da Costa do Sauípe. Naturalmente, o Empreendimento Costa do Sauípe é um grande pólo consumidor e assimilará uma boa parte da produção. O restante será direcionado principalmente à comercialização regional.

Diferentemente de outros programas sociais, o Berimbau já nasceu de uma ampla discussão com as comunidades atendidas, fato que levou a novas atitudes: além do tradicional fundo de reserva, que normalmente se destina a investimentos futuros, essas cooperativas criaram o que elas chamam de fundos sociais, em que um percentual da receita é revertido para as necessidades da própria comunidade.

Com o objetivo de promover o desenvolvimento auto-sustentável das comunidades de Porto Sauípe e Canoas, no município de Entre Rios, e de Areal, Curralinho, Diogo, Estiva,Vila Santo Antônio e Vila Sauípe, no município de Mata de São João, o projeto investe em capacitação profissional e em educação. Suas ações contemplam diversas cadeias produtivas, pois o objetivo é gerar oportunidades de trabalho. Desse modo, os moradores são estimulados e preparados para produzirem alimentos e peças de artesanato a ser comercializados nas lojas dos hotéis e na região; os adultos não alfabetizados farão parte de programas do BB Educar; crianças, jovens e adultos podem ter acesso a cursos de informática, a fim de se preparar para disputar vagas de trabalho nesse setor; os meninos de rua estão sendo estimulados a freqüentar a escola de ensino fundamental; a pesca está sendo revitalizada; a criação de pequenos animais, idem; também foi criada uma unidade de beneficiamento da casca de coco para substituir o antigo xaxim, entre outras atividades.

Destaque-se, por exemplo, a experiência da reciclagem. Cerca de dez toneladas de resíduo orgânico geradas diariamente serão transformados em adubo para uso nos jardins e nas propriedades rurais vizinha produtoras de hortaliças.

O Berimbau já foi reconhecido e valorizado pelos técnicos do International Trade Center (ITC), agência de cooperação técnica, vinculada à Organização Mundial do Comércio (OMC). O ITC definiu o Berimbau como iniciativa piloto no Brasil para promover a geração de trabalho e renda por meio da exportação. Com isso, essa iniciativa propõe integrar comunidades de baixa renda a cadeias produtivas voltadas para o comércio exterior, por meio de treinamento e capacitação técnica dos participantes. Além disso, o ITC promove os produtos da região atendida em feiras e exposições de negócios em outros países.

Os dezenove projetos contemplados pelo Berimbau poderão ser ampliados com a adesão de novas parcerias, que irão garantir aos 6 mil moradores das comunidades atendidas, um ritmo de vida mais feliz e produtivo. Este projeto da Fundação Banco do Brasil insere-se nas diretrizes do Programa Fome Zero, quais sejam, atacar as causas da fome, permitir acesso à alimentação e promover a autonomia das comunidades envolvidas.

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