Novo bairro em construção em Palhoça, na Grande Florianópolis, busca ser mais sustentável

O Pedra Branca utiliza o conceito de novo urbanismo, que une moradia, trabalho, estudo e lazer em um mesmo local.

Um bairro mais próximo dos preceitos de sustentabilidade está sendo criado no distrito de Palhoça, região continental da Grande Florianópolis, em Santa Catarina. O Pedra Branca utiliza o conceito de novo urbanismo, que une moradia, trabalho, estudo e lazer em um mesmo local. O bairro é uma ideia em andamento do empresário Valério Gomes Neto, e o projeto nasceu em 2000 a partir de uma peculiaridade. Para evitar que seu terreno de 250 hectares fosse tomado pelo crescimento urbano, Gomes doou parte da área para a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). O campus, que reúne 10 mil alunos, atraiu 40 empresas para o local, gerando 4.500 vagas de trabalho.

Em 2005, com a movimentação gerada, o empresário passou a procurar ideias para fazer uma urbanização mais sustentável no bairro. Ele participou de congressos e conferências sobre urbanismo e construções sustentáveis até conhecer o novo urbanismo. Este conceito de urbanização pretende, entre outras coisas, fazer o uso misto do bairro. Isto significa que, em vez de o local ser dividido em zonas distantes para residências, escritórios, comércio e lazer, tudo deve estar integrado fisicamente para se elevar a qualidade de vida. “O novo urbanismo é uma religião”, diz Gomes. “E me convertia ela.”

No projeto do Pedra Branca, para que a sustentabilidade do bairro e de seus moradores seja possível alguns pontos foram definidos e estão em andamento: o centro universitário e as indústrias ficam nas laterais próximas do bairro, enquanto o centro abriga os locais para entretenimento, residências e estabelecimentos comerciais e de serviços. As calçadas são amplas e rebaixadas; o lazer é praticado em áreas comuns, como nas piscinas por quadra, praças de recreação, centros de cultura e bibliotecas.

Mas a inovação ainda é para poucos: as moradias vão custar entre R$ 200 mil até R$ 1 milhão e haverá um controle sobre o número de moradores no local. Os 47 quarteirões do bairro, distribuídos em 1,7 milhões de metros quadrados, vão abrigar até 30 mil pessoas.

Para todas as rotas possíveis dentro do bairro haverá ciclovias e calçadas amplas, privilegiando o transporte não motorizado e o pedestre; e, para iluminação pública, a Philips, apoiadora mantenedora do Instituto Akatu, projetou 192 luminárias com a tecnologia de diodo emissor de luz (LED), cujo consumo de energia é 80% menor em comparação às lâmpadas convencionais de sódio e apresentam maior durabilidade.

Um outro ponto importante é a construção interna dos prédios. Os edifícios são feitos de alvenaria de tijolos, aço reciclado, madeira certificada e construídos de forma a aproveitar ao máximo a iluminação natural. Os prédios contam com sistema de reutilização da água da chuva, captação de energia solar, coleta de óleo de cozinha e separação de materiais para o descarte.

Escolhido por Clinton
O Pedra Branca foi escolhido pelo ex-presidente americano Bill Clinton como um dos 16 projetos fundadores do Programa de Desenvolvimento Positivo do Clima, da Clinton Climate Initiative (CCI). O programa apoia o desenvolvimento de iniciativas urbanas de larga escala que mostrem que é possível as cidades crescerem interferindo o menos possível no meio ambiente. O Pedra Branca foi o único empreendimento da América do Sul a ser selecionado pelo ex-presidente americano como exemplo sustentável ao mundo. Os outros projetos estão localizados nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Panamá, África do Sul, Coréia do Sul, Suécia e Reino Unido.

Se você quiser seguir o Akatu no Twitter, clique aqui.

Gostou da notícia? Compartilhe!
Ajude a disseminar o Consumo Consciente entre os seus amigos.
Compartilhe:
Leia mais: