Novas tecnologias buscam alternativas ao petróleo

Motores flex fuel e biodiesel são as melhores opções do momento

Os estudos de novas tecnologias para combustíveis se pautam principalmente pela redução da geração de gases poluentes e de efeito estufa. Boa parte das soluções ainda está em fase de teste.

Atualmente, segundo Ricardo Bock, coordenador do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) a alternativa mais importante são os motores flexíveis (flex fuel), que favorecem o uso do álcool. “O ideal para um futuro próximo é que se desenvolva o máximo possível de variantes para frear o consumo de petróleo. Quanto mais diversas tecnologias forem empregadas na malha energética, melhor para a humanidade”.

A queima de combustíveis à base de petróleo (gasolina e diesel) é a grande responsável pela geração de gases de efeito estufa, como monóxido de carbono (CO) e gás carbônico (CO2). A potencialização desse efeito, que é natural, pode causar grave desequilíbrio sobre as temperaturas e regime de chuvas globais. Além disso, o petróleo é um recurso natural não-renovável extremamente explorado e sua produção e refino agridem o meio ambiente.

A alternativa mais ecológica, por enquanto, são mesmo os combustíveis feitos a partir de biomassa, como o biodiesel. Feito a partir de óleos vegetais ou gordura animal, o combustível é renovável e sua matéria-prima (geralmente soja) é encontrada em abundância no Brasil. A Petrobrás desenvolveu o H-Bio, que consiste na adição de uma porcentagem de biodiesel ao diesel fóssil. Esse combustível, apesar de não apresentar grandes reduções na emissão de gás carbônico, pode proporcionar a redução de 25% de consumo do diesel comum, segundo a própria Petrobrás.

Combustíveis do futuro

De acordo com o professor Ennio Peres da Silva, do Laboratório de Combustíveis Alternativos da Unicamp, a fonte de energia mais promissora é o hidrogênio, pela eficiência e a taxa de poluição zero. Hoje, um carro a hidrogênio custa cerca de US$ 50 mil, mas ele acredita que, em dez anos, essa tecnologia já esteja disponível para o comércio em larga escala.

A energia elétrica também é estudada para ser aplicada aos automóveis. A CPFL Energia, sócia benemérita do Instituto Akatu, pretende incluir carros movidos a eletricidade híbridos (movidos a álcool, gasolina e eletricidade) na sua frota, que inclui 1,5 mil veículos. A grande vantagem dessa fonte de energia é não emitir partículas poluentes, mas os fatores limitantes são a vida útil e o peso dos acumuladores (baterias). Assim como para as pilhas comuns, também seria necessário uma forma adequada de descarte das baterias imprestáveis. Além disso, como lembra Peres da Silva, a energia elétrica possui alguma sazonalidade e sua utilização envolve um aumento da pressão sobre as hidrelétricas.

Para a CPFL, no entanto, isso dependeria da velocidade com que a tecnologia fosse inserida no mercado. A sugestão que a empresa dá é a implementação de tarifas menores para estimular a recarga nas horas mais ociosas do sistema elétrico.

A montadora Ford também anunciou recentemente que o “carro verde”, que não polui e usa energia sustentável, está no “centro da estratégia da empresa”. Para isso, empresa está investindo na popularização dos automóveis movidos a biocombustível, entre eles o álcool da cana.

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