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12.01.11 às 9:48

No universo, sinais de uma transformação radical no planeta

Os recursos são finitos e a escassez de alimentos, de energia, de água potável e de ar puro será inevitável, por Ciça Bueno
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Comentário do Akatu: Vivemos em um mundo de enorme complexidade. Compreendê-lo é uma tarefa de gigantes. Várias formas de construção do conhecimento e de reflexão podem ser usadas para isso. Daí a nossa decisão de levar aos leitores do Boletim e do site do Akatu um artigo que toma como base uma reflexão sobre os fenômenos astrológicos. É interessante ver como as diversas características do mundo descritas no artigo de Ciça Bueno estão de fato se revelando. A eleição de Barack Obama, como sinal emblemático de mudança, é um dos fenômenos que pode ser visto nesta ótica. Tanto para os que acreditam na astrologia, como para os que não acreditam, vale a leitura do artigo de Ciça Bueno, que faz refletir sobre o papel do humano no mundo e sobre a sociedade planetária que estamos construindo.

O fenômeno astrológico mais importante do ano e da década é a entrada de Plutão em Capricórnio. Senhor das transformações inevitáveis, Plutão é chamado de planeta do poder, porque rege o inconsciente pessoal e o coletivo que habitam em cada um de nós e aos quais só temos acesso se ele desejar e permitir. Plutão traz do inconsciente o que está reprimido e o resultado pode ser explosivo e perturbador ou transformador e curador. Plutão entra em cena sempre que há abusos, excessos e manipulação de poder. E abusos costumam ter conseqüências fatais. Plutão quer acertar contas, ajustar desequilíbrios, pôr tudo no seu devido lugar. Como senhor do carma, o planeta da reencarnação é radical e implacável: mata o velho para que o novo possa emergir. Por isso mesmo, também é considerado um símbolo de criação, regeneração e renascimento. Saturno rege o carma pessoal e Plutão rege o carma coletivo. No signo regido por Saturno, Plutão deve promover uma transformação radical no planeta e no comportamento da humanidade.

Plutão rege o poder e a ânsia por ele. Uma vez em Capricórnio, assistiremos a todas as formas de poder e controle mudarem de mãos, sejam eles políticos, econômicos, sociais, territoriais ou comportamentais.

A questão ambiental é um dos temas que serão abalados por esta composição radical, já que há décadas a Terra vem sendo poluída, extorquida e aviltada pelos países desenvolvidos e agora também pelos países emergentes. Seus recursos são finitos e a escassez de alimentos, de energia, de água potável e de ar puro será inevitável.

A agricultura, que vinha muito desvalorizada, tomará lugar de destaque nos próximos anos, com a conseqüente escalada de preços e políticas severas.

Haverá uma valorização das essências e das estruturas, do reaproveitamento e da reciclagem, das atitudes e comportamentos que evitem desperdícios. Com isso, os hábitos de consumo, alimentação, vestuário e moradia tendem a mudar muito. Em contrapartida o supérfluo, o dispensável e o efêmero tendem a perder todo o seu valor.

A força e a violência, que são temas regidos por Plutão, devem aumentar, assim como a insegurança diante da vida que passa a ter poucas garantias frente a tantas necessidades. Essa tendência vai gerar um aumento nos sistemas de controle e de segurança, vai incrementar o setor de seguros e diminuição de riscos, vai dar espaço para regimes políticos mais autoritários. Haverá uma valorização do grupo, das associações e das comunidades em detrimento do ego, das aparências, do carisma e das trajetórias pessoais. Os temas ligados à longevidade, saúde, qualidade de vida, segurança e previdência ganharão importância. A lei do eterno retorno vai resgatar o classicismo, as antiguidades, a história, as tradições, os mitos, a arqueologia, a museologia.

As relações familiares estarão em baixa, uma vez que Capricórnio é a sombra de Câncer, o signo da intimidade, do lar e da família. Conseqüentemente, tudo será profissionalizado: poderemos ter tudo o que quisermos desde que paguemos por isso. Pena que os afetos e sentimentos também virarão mercadoria.

Atravessaremos uma fase de “raspa do tacho”. Em vez de tentar se dar bem a qualquer custo e levar vantagem em tudo, a melhor atitude a adotar é trabalhar o desapego, evitar os excessos e desperdícios, se responsabilizar pelo planeta, pelo meio-ambiente e pelas pessoas à nossa volta, sendo solidário e não abrindo mão de sentir amor e de ter fé, artigos que serão raros e caros num futuro próximo.

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