Natal é data ideal para prática do consumo consciente

Data transformou-se em um ícone do consumo, mas o Akatu preparou dicas para que as compras não sejam nocivas à natureza, à sociedade e ao consumidor

Tanto quanto as histórias, significados e simbologias que cercam a data, o Natal passou a significar, ao longo dos tempos, sinônimo de consumo. E muitas vezes, em meio a shoppings superlotados, calor, disputa por melhores preços e desejo de presentes, a consciência sobre o impacto de cada compra para o meio ambiente e para a sociedade acaba esquecida.

Pensando no momento das compras de Natal, dos enfeites e da ceia, o Instituto Akatu preparou dicas para que as festas de fim de ano tornem-se especiais em 2005. O ponto de partida é o cuidado com as compras por impulso, que costumam ser potencializadas pelo “espírito natalino” e causam transtornos variados, que vão do desperdício ao endividamento. Para não comprar por impulso é preciso analisar, em cada compra, se o produto ou serviço é de fato necessário.

Presentear amigos e familiares é prazeroso, porém, o valor do presente pode estar muito mais relacionado à sua criatividade e significado do que ao preço. Dessa forma, por que não inovar e oferecer um presente artesanal, que além de bonito, propicia a geração de renda para comunidades carentes?

As embalagens também merecem uma atenção especial. Cerca de 30% de todo o lixo produzido no Brasil é formado por embalagens e isso causa grande impacto ao meio ambiente. Para evitar a geração desnecessária de resíduos, opte por embalagens mais simples e que possam ser reutilizadas. Na hora do descarte, encaminhe o material para reciclagem.

Em São Paulo, duas importantes iniciativas mostram como os enfeites de Natal também podem ajudar no estímulo à consciência do consumidor. Desde 1999, o Conjunto Nacional, na avenida Paulista, desenvolve o projeto Natal Nacional. A fachada e as galerias do edifício são decoradas com enfeites feitos a partir do reaproveitamento de materiais por pessoas de comunidades carentes. Este ano, três reis magos estarão em exposição.

Ainda na avenida Paulista, o Banco Real abriu sua tradicional exposição de Natal, desta vez com o tema, “Consumo Consciente dos Produtos da Floresta”. Na praça de eventos do banco foi montada em uma área de 652 metros quadrados uma floresta lúdica para transmissão de valores aos visitantes, que aprendem a usar os produtos extraídos da floresta, como madeira, borracha e plantas medicinais, sem agredir o meio ambiente. “Aproveitamos a data e usamos personagens do Natal para incentivar pessoas de todas as idades a adotarem práticas ecoeficientes”, diz Fernando Martins, diretor executivo da área de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Real.

Confira abaixo dicas para um Natal consciente – e mais feliz:

Em vez de uma árvore de natal artificial, normalmente de plástico, dê preferência a uma natural, em um vaso, que pode ser plantada depois do período de festas. Procure se informar, no entanto, se a árvore escolhida é apropriada para sua região.

Use enfeites recicláveis, na árvore e em presépios ou guirlandas. Tanto aqueles feitos a partir de material reciclado quanto os que podem ser reaproveitados depois. A natureza não pode pagar por anos a conta por um enfeite.

Pense na hora de embrulhar os presentes. O excesso de embalagens, especialmente de materiais como isopor e papel plástico, é uma agressão ao meio ambiente. Use o menor volume possível de materiais para o embrulho e diminua os resíduos pós-festa.

Dê preferência a vegetais cultivados na sua região ou em local próximo, além de usar frutas da época. O custo de transporte é menor e as chances de perder parte da ceia com pedaços estragados é menor. Procure dar preferência a produtos orgânicos.

Carne bovina e soja são produtos muitas vezes cultivados em áreas devastadas da Amazônia. Procure nos alimentos certificados que garantam sua boa procedência e evite que maus criadores continuem estragando a floresta.

Compre a quantidade de alimentos que será consumida, exageros acarretam desperdícios. Relatório do IBGE aponta que, no Brasil, cada cidadão consome em média 35 quilos anualmente, dois a menos do que joga no lixo.

Evite a tentação do preço baixo, não compre produtos piratas ou contrabandeados. A indústria envolvida na distribuição deste tipo de material invariavelmente está ligada ao crime organizado. Exija nota fiscal e comprovação de origem.

Cuidado com o bolso, faça as contas antes de ir às compras. O fim de ano é um dos períodos do ano em que o consumidor mais entra no vermelho, por gastar além do que deveria. Reserve uma parte do 13º para os pagamentos de início de ano, como IPVA.

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Produtos orgânicos

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