Na COP-20, países assinam rascunho de acordo para reduzir gases de efeito estufa

O compromisso é para reduzir as emissões globais entre 40% e 70% até 2050, com a necessidade de limitar a 2°C o aumento da temperatura global

 Crédito: Creative commons/UNclimatechange  

 

Comentário Akatu: O aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera é uma das principais responsáveis pelo crescente aquecimento global, por isso a importância da Cop-20 citada na reportagem abaixo. Esse problema sinaliza a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

 

A Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP-20) aprovou ontem (dia 14), em Lima, o rascunho de um acordo de redução de emissões de gases de efeito estufa. Depois de longas sessões de discussões, que prorrogaram a conferência por dois dias devido às divergências entre os países industrializados e em desenvolvimento, a COP-20 chegou a um acordo sobre o texto que deve ser a base para um pacto global histórico no próximo ano em Paris.

O projeto de 22 pontos e quatro páginas foi aprovado no último minuto pelos delegados de 195 países que participaram da conferência, depois de duas semanas de negociações. O documento reconhece a responsabilidade comum e diferenciada dos países pelo aquecimento do planeta e estabelece mecanismos para lidar com perdas e danos decorrentes de fenômenos climáticos extremos, especialmente nos países pobres e ilhas sob ameaça. Os países devem anunciar, nos próximos meses, seus compromissos para reduzir as emissões globais entre 40% e 70% até 2050, com a necessidade de limitar a 2°C o aumento da temperatura global.

“Lima deu uma nova urgência rumo à rápida adaptação e construção de resiliência em todo o mundo em desenvolvimento, reforçando a ligação ao financiamento e ao desenvolvimento de planos nacionais de adaptação. Os governos deixaram uma visão muito mais clara de como será o acordo em Paris em 2015 e a próxima rodada de negociações em Genebra”, disse o presidente da COP-20, Manuel Pulgar Vidal.

Até o último momento, as fortes diferenças entre as nações do Norte e do Sul foram mantidas. Os países ricos consideram que os futuros compromissos nacionais devem centrar-se na redução das emissões de gases de efeito estufa, com uma avaliação futura com base em informações precisas e transparente dos passos dados em cada nação.

Mas o Sul – especialmente a África, América Latina e os pequenos estados insulares – não está disposto a assumir a redução de emissões se não houver garantias financeiras dos países ricos que permita a adaptação a novas tecnologias limpas para o aquecimento global e seu impacto crescente.

A China e a Índia, primeiro e quarto emissores globais por causa de suas indústrias de carvão altamente poluentes, opõem-se a um sistema de avaliação que possam lhes constranger e pressionam os países desenvolvidos a contribuir financeiramente, à medida de sua responsabilidade, como os maiores geradores de aquecimento.

*Com informações da Agência ONU.

 

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