Mudanças climáticas – todos no mesmo barco

Maioria da população mundial está bem informada e quer ações rápidas para enfrentar o problema, diz pesquisa britânica

Agora, parece que todo mundo está convencido: as atividades humanas são responsáveis pelo aquecimento global. Pesquisa publicada pela BBC, empresa de rádio e televisão britânica, afirma que 8 em cada 10 pessoas ao redor do mundo acreditam que as ações humanas, como transportes e indústria, são responsáveis pelas mudanças climáticas.

Dois terços dos entrevistados consideraram ser necessário tomar medidas sérias e imediatas, para deter a elevação da temperatura na Terra. No Brasil, 88% acreditam que as ações humanas estão na raiz do problema e 76% disseram que as ações de combate precisam acontecer com rapidez.

O levantamento foi conduzido pela Globescan, empresa especializada em pesquisa de mercado e opinião, em conjunto com o Programa sobre Atitudes em Política Internacional, da Universidade de Maryland (EUA) e ouviu mais de 22 mil pessoas, em 21 países – incluindo China, Estados Unidos e Índia, alguns dos principais emissores de gases causadores do efeito estufa.

Os resultados da pesquisa foram divulgados um dia após a reunião internacional que discutiu as mudanças climáticas globais, convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e teve grande impacto em todo mundo. O encontro das Nações Unidas reuniu líderes e delegados de 150 países, incluindo 80 chefes de Estado, na sede da casa nos Estados Unidos.

“Hoje, o tempo das dúvidas acabou”, declarou Ban Ki-moon, durante o encontro, à BBC. “O Painel Intergovernamental da ONU sobre mudanças climáticas afirmou de forma inequívoca o aquecimento do nosso sistema climático e o associou diretamente a atividades humanas”, concluiu.

A população mundial, ao que parece, conhece os dados e já está convencida. Na maioria dos países (16 dos 21 pesquisados), incluindo aqueles em desenvolvimento, os entrevistados disseram estar informados sobre o problema e raros são os locais em que um grande número de pessoas afirmou ter pouco ou nenhum conhecimento sobre o tema, como Indonésia (65%), Quênia (53%), Nigéria (48%) e Rússia (64%).  No Brasil, 45% declararam ter bastante informação sobre o aquecimento global e somente 10% afirmaram não ter conhecimento algum sobre o assunto.

Um importante resultado mostrado pela pesquisa é que 73% dos entrevistados apóiam um acordo global em que cada país limite suas emissões de gases causadores do efeito estufa. O acordo incluiria os países em desenvolvimento que receberiam apoio financeiro e tecnológico das nações mais ricas para terem condições de cumprir suas metas. Entre os brasileiros, 63% disseram ser a favor da redução, assim como 68% dos chineses e 75% dos mexicanos. Apenas no Egito, Nigéria e Itália a maioria dos cidadãos disse que as nações em desenvolvimento não deveriam limitar suas emissões.

O consenso sobre a influência da ação humana sobre o clima global e o elevado grau de informação da população mostrados na pesquisa indicam um momento favorável para ampliar as discussões e buscar soluções efetivas, ancoradas na mudança de atitude.

De maneira geral, existe muita coisa que o cidadão comum, consciente dos impactos de suas ações e hábitos de consumo, pode fazer em seu cotidiano para ajudar a combater o aquecimento global.

Um primeiro passo, ao alcance de todos, é repensar o próprio consumo. Isso porque toda a elaboração de produtos, bem como o fornecimento de serviços, consome matéria-prima, água e energia. Esses processos, que envolvem a extração de material da natureza, seu transporte e processamento, entre outros aspectos, provocam o lançamento de gases do efeito estufa e aprofundam o aquecimento global. Ao repensar e reduzir o próprio consumo, cada consumidor estaria contribuindo para combater esse processo.

Para saber mais sobre a pesquisa, acesse:
news.bbc.co.uk/1/shared/bsp/hi/pdfs/25_09_07climatepoll.pdf

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