Mudanças climáticas: muita preocupação e poucas atitudes

Pesquisa HSBC indica que 58% dos brasileiros elegem o aquecimento global como a maior preocupação mundial, mas só 47% dizem fazer algo para melhorar

Os brasileiros e os habitantes da China, da França, da Alemanha, de Hong Kong, da Índia, do México, da Inglaterra e dos Estados Unidos admitem que se preocupam com as mudanças climáticas, mas mais da metade deles assume não fazer nenhum esforço significativo para mudar o estilo de vida e ajudar a evitar as catástrofes decorrentes do fenômeno de aquecimento da Terra.

Esses são dados da mais recente pesquisa mundial de percepção do aquecimento global e engajamento feita pelo banco HSBC, que ouviu 9.000 pessoas nos nove países, cujos habitantes somam metade da população do planeta.

Entre os brasileiros, 58% elegem as alterações no clima como sua maior preocupação atual no âmbito mundial, no entanto, só 47% (menos da metade) dizem fazer alguma coisa relevante para reduzir os impactos negativos de seu consumo. Esse é o pico do engajamento, mesmo percentual registrado entre os indianos.

Na China, 44% disseram se comprometer pessoalmente, 43% no México, 37% em Hong Kong, 30% na França, 25% na Alemanha, 23% nos EUA até chegar a 19% no Reino Unido, o índice mais baixo.

Entre os que pouco ou nada fazem, no geral, 7% dos entrevistados afirmaram “eu sei o que posso fazer, mas não fiz nada até agora”; 9% disseram “eu não sei o que posso fazer para reduzir as mudanças climáticas”; 41% responderam “eu faço o que eu posso” e 42% disseram “eu faço algumas coisas, mas poderia fazer mais”.

Apenas no Brasil, na China, em Hong Kong e no México, as mudanças climáticas figuram como principal preocupação dos entrevistados. Nos demais países, o aquecimento global perde quando comparado com terrorismo, futuro das crianças, pobreza global, planejamento da aposentadoria, sistemas de saúde, epidemias e desastres naturais. O terrorismo preocupa mais os britânicos, norte-americanos, indianos e alemães. Entre os franceses, desponta o futuro das crianças.

Os franceses são também os mais céticos. Apenas 5% deles acreditam ser possível parar o processo das alterações climáticas e só 7% acham que as pessoas e organizações que podem fazer algo estão tomando as providências necessárias. Nesse quesito, os chineses são os mais otimistas, 46% dos entrevistados disseram acreditar que vem sendo feito o que é possível e necessário.

Não há país, no entanto, onde mais de metade da população tenha esperança de que se venha a deter as mudanças climáticas. O maior percentual é na Índia, onde 45% responderam acreditar que isso possa acontecer. No Brasil, só 26% acreditam (um a cada quatro entrevistados). E apenas 14% dos brasileiros concordam que as pessoas e instituições que deveriam fazer algo estão fazendo o que é necessário.

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