Moda consciente: Lucid Bag oferece guarda-roupa compartilhado

Esse é um dos serviços que permite utilizar as roupas de um acervo por uma taxa mensal

Arte: Alê Kalko

O compartilhamento de bens está a cada dia mais popular. Seja de carro, de imóvel, de bicicleta, as pessoas estão descobrindo diferentes formas de usufruir de bens sem a necessidade de adquiri-los. Nesse sentido, compartilhar roupas é uma solução que valoriza o uso e não a posse de um produto – uma peça serve a mais pessoas, fazendo valer os recursos naturais e humanos que foram usados para produzi-la.

Existem serviços que oferecem acervos coletivos de peças em troca de uma quantia fixa mensal. Foi assim que surgiu a Lucid Bag. “Por conta do meu trabalho, que envolvia algumas empresas de moda, eu tinha muitas peças especiais que eu não usava com tanta frequência. Resolvi fazer um acervo pessoal e abrir um guarda-roupa coletivo”, diz Luciana Nunes Pedrozo, 32 anos, fundadora da Lucid Bag.

A marca foi criada há quatro anos e hoje o serviço funciona somente online, com acervos em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. “Depois do meu acervo pessoal, outras pessoas ficaram interessadas no projeto e passaram a doar peças pessoais ao acervo. Filtrei as peças que recebia: se eram peças de época ou de marcas sustentáveis. E é esse o diferencial de quem aluga as peças do nosso acervo”, conta Luciana.

A Lucid Bag funciona de duas formas: a pessoa pode pagar mensalmente e alugar um número limitado de peças por mês ou  alugar uma peça única e pagar o valor referente a ela diretamente para a dona do item.. “Eu faço a curadoria de todas as roupas que ficam no nosso acervo e tudo está online. Somos a ponte entre quem quer alugar peças e quem quer compartilhar, por isso, não fico com nenhuma comissão do aluguel. A ideia é que, com o tempo, essa inciativa de compartilhar as peças paradas no armário venha de forma espontânea das pessoas, sem a necessidade de uma ponte”, diz a empreendedora.

O guarda-roupa coletivo também ajuda a evitar compras por impulso. Muitas vezes, compramos peças que usamos somente em um evento pontual. Nesse caso, é melhor alugar uma do que investir em um item que ficará parado. “O mais interessante é que quanto mais pessoas participam dessa comunidade, mais pessoas são impactadas pelo exemplo das primeiras. Assim, atingimos um efeito em cadeia, multiplicador, de pessoas que passam a consumir de forma mais consciente”, diz.

Existem outras marcas brasileiras que oferecem o mesmo tipo de serviço:

Blimo- Biblioteca de Moda

Roupateca

My Open Closet

Armário Compartilhado 

Wardrobe

Para conhecer melhor essas inciativas sustentáveis que focam no compartilhamento de vestuários, leia a reportagem.

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