Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades em 2030

Esta é a previsão do programa ONU-Habitat, que prevê também muitos desafios pela frente, como questões relacionadas ao meio ambiente, à saúde e à desigualdade

Cidade de São Paulo. Crédito: Creative commons/AHLN

 

Mais de 90% da população brasileira viverá em cidades no ano de 2030. Esta é a estimativa de Rayne Ferretti, responsável nacional do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, no Brasil. A informação foi dada à Rádio ONU antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Urbanização e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Habitat III, que começou no dia 17 de outubro em Quito, no Equador.

Segundo a especialista, o Brasil está no continente mais urbanizado do mundo, e é o país mais urbanizado da região. De acordo com o último censo do IBGE de 2010, 84,4% da população brasileira é urbana. A previsão é para que em 2030 seja 91,1% da população brasileira e que em 2050, a América Latina seja 86% urbana.

Ferreti disse à Rádio ONU que ainda há muitos desafios urbanos, principalmente os econômicos, além de questões relacionadas à saúde e à segurança e aos efeitos das Mudanças Climáticas. Também destacou o problema da desigualdade.

“São vários desafios que a gente vê não só no Brasil, como na nossa região. E a gente identifica algumas necessidades muito especiais para as cidades latino-americanas e caribenhas. A gente fala muito dos três Rs, do redesenvolvimento urbano, que seria regeneração, renovação e a reabilitação das nossas cidades. Trabalhar na inclusão e redução de desigualdades. A América Latina é ao mesmo tempo o continente mais urbanizado do mundo e também o continente mais desigual do mundo e a gente não pode fechar os olhos para isso”. A especialista citou ainda que as cidades latino-americanas são “muito construídas, com pouco espaço”, diferente de como se vê ainda na África e na Ásia.

Cidades sustentáveis e consumo consciente

Cidades sustentáveis são aquelas que valorizam as áreas verdes, têm boa gestão dos recursos hídricos, boas condições de saneamento, mobilidade eficiente, redução do desperdício, uso coletivo de espaços públicos, educação e saúde de qualidade. Elas também podem gerar empregos e estimular oportunidades econômicas mais ambientalmente responsáveis, como a compra de produtos sustentáveis, estímulo aos agricultores locais, estímulo a transporte não motorizado e geração de energia renovável local. E para que tudo isso dê certo, é importante também o papel de cada consumidor consciente. Algumas medidas no dia a dia podem ajudar na construção de cidades mais sustentáveis. Alguns exemplos são utilizar mais o transporte público, não desperdiçar alimentos e descartar corretamente resíduos.

 

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