Instituto Ethos lança pacto anticorrupção em conferência

O Instituto Ethos – apoiador institucional do Akatu – lança no dia 22 de junho o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção. O…

O Instituto Ethos – apoiador institucional do Akatu – lança no dia 22 de junho o Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção. O nome das empresas que aderiram à iniciativa, que tem como objetivo estimular o setor privado a agir contra a corrupção no Brasil, será anunciado durante a Conferência Internacional Ethos 2006 – Empresas e Responsabilidade Social.

O texto final da carta propõe, entre outras ações, que as empresas façam doações a campanhas eleitorais respeitando a lei e que denunciem casos de irregularidade que venham a detectar. A criação do pacto é resultado de uma parceria entre duas agências da ONU — o PNUD e o UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes) —, o Instituto Ethos e a consultoria Patri Relações Governamentais. O Instituto Akatu é apoiador do Pacto.

As empresas que assinarem este pacto vão assumir um compromisso voluntário em favor da ética nos negócios, iniciando, desta maneira um novo tempo nas relações Estado-iniciativa privada e também nas relações das empresas com o mercado.

A Conferência Internacional Ethos 2006 será aberta no dia 19 de junho com uma palestra do diretor do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Kevin Watkins. Entre os demais participantes do seminário estão o diretor presidente do instituto Akatu, Helio Mattar, Jaison Clay, da Unilever, Jean-Luc Touly, da Fondation Danielle Mitterand – France Libertés, Fabio Feldmann, ambientalista e conselheiro do Akatu, Maurício Reis, da Cia. Vale do Rio Doce, Sérgio Bianchi, cineasta, e Clóvis Scherer, do Dieese.

Leia o texto final do Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

Somos ou estamos corruptos

A corrupção no Brasil foi também objeto de debates por cinquenta "notáveis" das mais diversas áreas, que se reuniram para discutir temas estratégicos para o Brasil a partir da pergunta-desafio "Somos ou estamos corruptos?". O resultado da série de debates realizada em outubro do ano passado, num hotel de Campos do Jordão, está em livro batizado com a mesma questão polêmica. O livro é uma realização do Instituto DNA Brasil e está à venda nas livrarias.

O livro "Somos ou estamos corruptos" narra os principais desenvolvimentos do fórum, além de documentar outro evento, o DNA do Brasil Real, que reuniu, em molde semelhante, 50 pessoas que traduzissem o perfil geográfico, social e econômico da população brasileira, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ambos os encontros criaram documentos que estão reproduzidos no livro: o de "notáveis", "19 Pontos para Ajudar no Combate à Corrupção"; o de "brasileiros reais", "Carta dos Brasileiros aos Brasileiros".

Os debates foram organizados a partir de salas temáticas. O diretor presidente do Instituto Akatu foi o mediador da sala temática "Consumo x sustentabilidade x lucro", além de participar da sala temática "Preservação ambiental e desenvovimento" como debatedor.

Entre os outros debatedores presentes ao evento estiveram representantes de diversas áreas, entre eles o economista Persio Arida, o diplomata Celso Lafer, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o geógrafo Aziz Ab'Saber e a monja Coen Sensei.

"Somos ou Estamos Corruptos?" ainda conta com uma introdução escrita pelo guru canadense da estratégia Henry Mintzberg e com uma análise dos números do Índice DNA Brasil, que procura medir o progresso e a qualidade de vida no país.

O Instituto DNA Brasil e a Fundação Semco doaram 14,5% da tiragem do livro “Somos ou estamos corruptos?” para bibliotecas de todos os estados e também do município de São Paulo.

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