Instituto Akatu no Dia Mundial Sem Carro

Vaga Viva sensibiliza e desperta cidadãos para alternativas mais sustentáveis de mobilidade urbana

Na manhã de terça-feira, dia 22 de setembro, pedestres e motoristas que passavam pela esquina da Rua Padre João Manuel com a Avenida Paulista se surpreenderam com um cenário diferente. No lugar dos carros enfileirados à beira da calçada, o espaço ganhou vida com grama verde, cadeiras e colchões para repouso, além de um grupo de jovens animados que sensibilizavam os curiosos a aderirem ao convívio. É a Vaga Viva, manifestação que vem se tornando tradicional no Dia Mundial Sem Carro em São Paulo. A ação foi promovida por um coletivo de organizações da sociedade civil da qual o Akatu faz parte e propõe alternativas mais sustentáveis ao uso excessivo de carros nas grandes cidades.

Ao lado do Akatuzinho, várias caixas de papelão estampavam carros desenhados por pessoas que passavam por ali. Quando a vaga ficava “lotada”, era difícil se locomover nela. “Nessa hora, perguntamos às pessoas qual a solução para resolver o problema da falta de espaço”, conta Thiago Paiva, do grupo Cia.Presente, que organizou a ação do Akatu na Vaga Viva. “Retirando alguns carros de papelão, mostramos que todos podem se mover de forma mais tranqüila. A solução, portanto, é cada um usar menos o seu carro.”

Na calçada, o empresário Marco Paulo Limeira, 42 anos, lê com atenção o folheto que recebeu dos manifestantes. Ele apóia a idéia, mas confessa que não está preparado para deixar o carro em casa e optar por transporte público, nem mesmo para usar a bicicleta que guarda há vários anos em casa. “Estou com 42 anos, dirijo há mais de 20 e adoro carros. Além disso, eu praticamente trabalho dentro do carro, visitando clientes e fazendo contatos. Acho difícil mudar isso agora, quem sabe meus filhos possam ser diferentes”, pondera o empresário.

A advogada Marcelina Alves Bittencourt, de 29 anos, trabalha nas redondezas da Vaga Viva e se animou com a novidade. “Trabalho há sete anos por aqui e esse é o único dia do ano em que esse lugar fica cheio de gente animada”, revela.  Ela conta que está tentando alternativas para deixar de usar o carro, pelos menos diariamente. “Por causa do trânsito, eu estou pensando seriamente nisso. Minhas colegas conseguiram, mas o problema é que no bairro onde moro é perigoso andar a pé à noite. Vou dar um jeito nisso e deixar o carro em casa”, promete.

“Consideramos que nossa ação tem êxito a partir do momento em que as pessoas param e pensam sobre a questão”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. “Fazendo essa intervenção em vagas de estacionamento, mostramos o que pode ser feito com o espaço que vem sendo ocupado pelos carros. Desse modo, fica claro que são as pessoas, e não os carros, que dão vida à cidade.”

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