Instituto Akatu e ONU Meio Ambiente realizam projeto global sobre extensão da vida útil dos produtos

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O Instituto Akatu acaba de desenvolver um projeto global em parceria com a ONU Meio Ambiente sobre a extensão da vida útil dos produtos, o Product Lifetime Extension: Case Studies of Successful Business Models. Nele, sete representantes de empresas ao redor do mundo, que adotam diferentes estratégias para estender a vida útil de seus produtos e/ou serviços, foram entrevistados para a elaboração de um estudo de casos.

Visto que os atuais padrões de consumo levam os consumidores a rapidamente descartarem produtos que se tornam obsoletos, a vida útil dos itens que adquirimos é tema de grande relevância. Essa troca sucessiva de mercadorias contribui para o cenário em que nos encontramos, no qual consumimos mais recursos da natureza do que o nosso planeta é capaz de regenerar em um ano.

O projeto Product Lifetime Extension: Case Studies of Successful Business Models foi desenvolvido como resultado do Programa de 10 Anos de Programas de Consumo e Produção Sustentáveis, elaborado no âmbito do Programa de Informações ao Consumidor da One Planet Network e financiado pelo Ministério da Transição Ecológica e Solidária da França

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Para apresentar os casos de sucesso ao público, as duas organizações realizaram, no dia 30/01, um webinar para que os envolvidos no programa pudessem apresentar seus modelos de negócios. O debate contou com a participação de Larissa Kuroki e Marilia Barrichello, do Instituto Akatu, Ananda Menali, da OLX Brasil, Marcos Queiroz, da Refazenda  Alexandre R. Martins, da Geração Ecotrônicos, e Jonas Lessa, da Retalhar.

Além das empresas citadas, o projeto também analisou a Swane-Design, a Caterpillar e a Neptuno Pumps.  Naomi Scott-Mearns, gerente de Consumo Sustentável na Consumers International, organização de membros de grupos de consumidores em todo o mundo, foi quem começou apresentando o projeto durante o webinar. Larissa Kuroki, do Akatu, falou em seguida, apresentando os casos e as principais conclusões.

Nesse sentido, foi listado que: todas as empresas sentem que as suas estratégias de negócios são diferenciais positivos em seus mercados, todos relatam a falta de apoio dos governos e de investidores, as empresas maiores precisam superar algumas questões de confiança relacionadas à ideia dominante de seus setores, entre outras.

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Marcos Queiroz, sócio da Refazenda, foi quem pontuou a dificuldade de comandar um negócio que se movimenta no contrafluxo da indústria. “Nós trabalhamos com slow fashion, que busca resistir ao fast fashion. Nosso objetivo é fazer as pessoas repensarem como elas consomem a moda. Nós não somos um negócio de moda, mas uma empresa de comportamento que se comunica por meio de roupas sustentáveis”.

O webinar também apresentou alguns insights e reflexõs para os próximos passos no que se refere à vida útil dos produtos. Nesse sentido, algumas perguntas para relexão foram lançadas como: de que forma podemos colaborar ativamente para uma mudança na cultura, quais as armadilhas da “fusão” da estratégia de ciclo de vida com o modelo de negócios e como as empresas podem comunicar essa temática aos consumidores, incentivando e capacitando-os a usar produtos por mais tempo?

Para saber como a extensão de vida útil dos produtos pode reduzir os impactos negativos causados pelo nosso atual padrão de produção e consumo e também para contribuir com essa estratégia, clique aqui. O site também conta com relatórios completos de cada caso e um vídeo que explica a importância de estender a vida dos nossos produtos.

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