Instituto Akatu assina manifesto contra Projeto de Lei que incentiva carros a diesel no Brasil

O Instituto Akatu e seu diretor presidente, Helio Mattar, assinaram o manifesto contrário ao Projeto de Lei 1.013/2011, que libera a fabricação e a venda de carros de passeio a diesel no Brasil.

Foto: Creative Commons/Vee Satayama

 

O Instituto Akatu e seu diretor presidente, Helio Mattar, assinaram o manifesto contrário ao Projeto de Lei 1.013/2011, que libera a fabricação e a venda de carros de passeio a diesel no Brasil. Organizado pelo Observatório do Clima, o manifesto foi lançado em 13 de junho e enviado à comissão especial da Câmara, que deverá votar nos próximos dias.

Os signatários consideram que o projeto é um atentado aos interesses da sociedade brasileira e deve ser arquivado. Se aprovado, ele porá o Brasil na contramão da tendência mundial de reduzir a poluição no setor de transportes, dificultando o cumprimento das metas climáticas nacionais no Acordo de Paris e reduzindo o consumo de etanol; causará danos à saúde pública, liberando aqui veículos altamente poluentes, que vêm sendo condenados nos países desenvolvidos (as cidades de Paris e Londres, por exemplo, anunciaram que esses carros serão banidos de suas ruas em 2020); e prejudicará a economia, forçando o país a importar mais óleo diesel e encarecendo o transporte de cargas.

O manifesto tem as assinaturas de médicos, de cientistas especialistas em poluição do ar, de organizações de pesquisa, de entidades ambientalistas e de defesa do consumidor, de empresários e de cinco ex-ministros do Meio Ambiente – Rubens Ricupero, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc e Izabella Teixeira.

Para o Instituto Akatu, esse projeto é contrário aos interesses nacionais e globais de redução das emissões de carbono e promoção das alternativas de energia limpa e renovável. “O diesel é um combustível fóssil de elevado potencial poluidor. Recentemente, diversas cidades que incentivaram o uso deste combustível, como Paris, Londres e Madrid precisaram restringir o tráfego de veículos e reduzir atividades econômicas, como as registradas em 2015. O Brasil deve continuar apoiando o uso do etanol ou outros combustíveis menos poluentes e não o contrário”, afirma Helio Mattar.

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